O dia do exame não amanheceu diferente. E isso, de alguma forma, confortou. A luz entrou pela janela no mesmo ângulo de sempre. O barulho da rua seguiu seu ritmo habitual. A casa acordou sem saber que algo importante estava prestes a acontecer. Isadora levantou-se devagar, sentindo o corpo ainda sonolento. Não havia enjoo, não havia dor. Havia expectativa — não aquela que acelera o coração, mas a que pede presença. Henrique já estava acordado, sentado à mesa com duas xícaras de chá. — Achei que café podia ser demais hoje — disse, com um meio sorriso. — Obrigada por pensar — Isadora respondeu, sentando-se à frente dele. Trocaram um olhar longo. Não era medo. Era atenção. O caminho até lá Foram de carro, com o rádio desligado. Henrique dirigia com cuidado excessivo, como se c

