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O Preço Do Seu Pecado

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intro-logo
Blurb

Quando as dívidas de seu pai se transformam em um pecado imperdoável diante da Máfia, Ívyna é forçada a pagar o preço mais alto: tornar-se esposa do temido Chefe. O sonho de brilhar nos palcos como bailarina dá lugar a um casamento frio, sem amor, sem toques de carinho — apenas dever e submissão.Mas, no silêncio da sua prisão dourada, surge alguém inesperado. Um homem enviado para vigiá-la em nome do marido... e que, pouco a pouco, se torna seu escudo. Seu refúgio. Seu maior pecado.Pecado...Rendição...Desejo proibido...Até onde Ívyna poderá se entregar sem perder a própria alma? E quando o amor se confunde com traição, qual será, afinal, o verdadeiro preço da rendição?

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Prólogo
Ívyna Laurent Dias e mais dias de frente para o mesmo espelho. Isso resume tudo, as coisas que venho fazendo, o que venho conquistando, e o que ando construindo. Dias, semanas, meses e anos... Me alongo como sempre, postura perfeita, imponencia misturada com a delicadeza que esconde ossos partidos, dedos e peito dos pés em carne viva, o peso de ter um par de sapatilhas nos pés, e a mesma riscando o chão... um assoalho de madeira polido à perfeição, tão perfeito quanto os grandes espelhos que rodeavam a sala que, agora estava vazia. Um plíe perfeito, um giro, e um salto. Meu sorriso refletido no espelho, orgulhosa por ter consegido algo, algo que minha mãe acharia medíocre demais. Muito além do peso das regras rigorosas da melhor escola de dança de Paris, tinha a sombra de minha mãe, Éloide Laurent, uma bailarina mega premiada mundo a fora, vivia a sombra da perfeição, e dos prêmios que ainda não consegui ganhar. Para além disso, não só a dança me exigia perfeição, tinha meu pai, Henri Laurent, um Diplomata do Ministério do Interior da França e um grande Conselheiro de Estado, a vida exigia a perfeição, para que eu me encaixasse nos requisitos para fazer parte de uma vida socialmente movimentada, e luxuosa. Não havia espaços para erros, para caprichos adolescentes... Para escolhas individuais. Ainda que eu amasse tocar violino e piano, dançar aqui, sozinha era como descansar o coração, era como ser sincera comigo mesma... Ser eu mesa... Runaway de Aurora tocava leve no rádio, o som ecoava nas paredes da sala enquanto eu me movia de acordo com a música... Um tipo de ballet que mamãe jamais aceitaria... Tudo o que fugia do clássico se tornava um pecado, mas neste momento éramos apenas eu... E uma felicidade curta que acabaria assim que saísse da sala pra encarar mais algumas horas de aula. ⚜⚜⚜⚜⚜ Por una cabeza era uma das músicas mais difíceis em aula, sempre que ela tocava, eu e as outras meninas sabíamos que seria uma aula daquelas de nos fazer descabelar. — Ívyna? — Olhei para o lado quando vi Ravena me olhar com aquelas órbeis lindas parecendo uma par de lagoas profundas — olhou a mensagem que te mandei? Faço o giro sob os olhos da professora magricela, a mesma que segue as ordens idiotas de minha mãe de pegar muito no meu pé. Tem aquela história dessa velha maldita ter sido professora dela no passado. — Não tive tempo — respondo baixo, finalizando o giro e fazendo a pose base. — Droga, Ivy... Vamos sair hoje pra beber, naquele barzinho, as mesmas pessoas, mesmo horário. Faço um arabesque torto, a professora repara. — Senhorita Laurent, que vergonha, errar em algo tão simples! Venha a frente. — Eu te mato, Ravena... Falo baixo e caminho até a frente, a professora com a vareta preta bate em meu abdômen me olhando com um olhar de reprovação. — Postura, senhorita Laurent... A de sua mãe sempre foi perfeita, ela andava com a postura de bailarina. — Sim, senhora. Ajeito a postura, deixando o queixo alinhado. — Segunda posição, braços leves, querida... Faço o que ela ordena. — Um dois, Tendu! Respiro e faço. — Dois, três Tendu! Por mais uma vez faço o que ordena, estava fácil, mas ainda levo mais uma pancadinha no abdômen, firme dessa vez. — Jeté! Solto o ar pela boca com calma, faço tentando ignorar as risadas das meninas que não iam muito com a minha cara. — Jeté, Tendu, Piqué... Isso era o próprio m******e! Passos iniciantes na frente de todas, como se quisesse uma simples falha minha para dizer que não merecia estar ali naquela classe, ou para pegar minha mãe como exemplo mais uma vez. — Piqué, Jeté, Tendu, sobe ponta minha querida... Tendu no chão... Eu tinha certeza de que estava fazendo certo essa me.rda. Comecei a sentir a raiva escorrer na costela e no vale dos s***s em forma de suor, como eu queria dar na cara dessa vaga.bunda m*l comida. — Sorria, querida... Uma boa bailarina esconde a raiva que sente de sua mestra... — ela sorri adivinhando exatamente meus sentimentos — Tendu, arabesque! Faço. Perfeitamente. — Tudo bem, volte a sua posição. No três meninas... ⚜⚜⚜⚜⚜ Estava desamarrando as sapatilhas sentindo os pés queimarem, não troco de roupa, lá fora estava nevando, então apenas coloco minhas botas e jogo o sobretudo preto por cima da roupa, solto os cabelos ruivos e coloco a toquinha preta de pelugem, tão brega, mas que mamãe insistia qyue ficavam chiques. Ravela entra soltando os fios loiros e se sentando ao meu lado. — Desculpa... — Está tudo bem, ela pega mesmo no meu pé, desde sempre. — Bem, vamos aquele bar hoje, Manoel vai estar lá — ela abre um sorriso e meu coração acelera ao ouvir a menção ao garoto. — Não rola — me levanto pegando minha bolsa — da última vez meus pais quase descobriram. — Mas desta vez não irão! Qual é, Ivy, você não é uma criança, tem dezenove anos já... Vamos, hein? Ravena se levanta e segura a minha mão abrindo um sorriso enorme. Ela me entenderia se não fosse filha de uma cantora famosa totalmente liberal. — Rave... — Ivy... — ela arma um beiço que sempre me convence a fazer bestei.ras . — Ok, ok... mas eu juro que se descobrirem, eu de.golo você e dou sua cabeça para meus peixes comerem. — Que crueldade — ri vestindo um casaco rosa queimado, e calçando as botas. Olhei para além da janela, estava nevando. Quem sai pra beber num tempo desses? — Nos vemos as oito, então? — Vou dar o meu melhor... Nesse horário mamãe deve estar, sei lá, fazendo uma skin care, ou sendo insuportável com uma das empregadas — dou de ombros — vou dar o meu melhor para despistar, me deixe ir para não perder o almoço, mamãe ficaria uma fera. Ravena me abraça, e eu suspiro... Essa coisa de melhor amiga era meu único conforto nesse mundo caótico, claro, ela e o piano. Saio da École de Danse de l’Opéra de Paris as pressas para entrar no carro, o motorista já estava me esperando, acredito que por alguns muitos minutos. Mas a pressa sempre inimiga de pessoas desajeitadas como eu, me faz esbarrar em alguém, e para muito além disso, entornar o café quente que ele segurava em meu sobretudo e no... Terno dele. — Putain de merde! — a voz brava e rouca me tiraram de órbita. — Senhor, me desculpe o mau jeito... Droga, fer.rei com tudo, desculpa! Ergo o queixo para me desculpar olhando nos olhos dele, e o que encontro me tira o ar... Os cabelos negros como a noite densa caíam sobre a testa com um descuido que parecia calculado. Cada fio parecia deslizar no lugar certo, e meu coração bateu rápido só de notar como tudo nele era… perfeito. O terno escuro desenhava o corpo dele como se tivesse sido feito para cada linha do seu corpo, elegante, rígido, impossível de ignorar. Meus olhos subiram até os dele. E quando o olhar imponente encontrou o meu, senti um frio percorrer minha espinha. Era intenso, mas estranho, não havia raiva ali, nem ameaça explícita mesmo com a pataguada da minha parte, e ainda assim… parecia me ler, me pesar com frieza calculada. Meu rosto esquentou, e eu abaixei os olhos rapidamente, mas sem coragem de me afastar. Os olhos negros e brilhantes como um céu estrelado me deixou tonta. A postura dele me fazia sentir pequena, como se ser filha de uma bailarina e de um Diplomata conhecido internacionalmente não tivessem peso algum no mundo dele, ele exalava — junto com o perfume amadeirado e marcante — luxo, muito luxo. O homem não precisava se mover, não precisava falar nada. Só estar ali já me colocava no meu devido lugar, eu era como um ratinho encurralado na parede por um gato... literalmente. E, mesmo assim, havia algo quase… magnético. Queria olhar mais, entender o que havia por trás daqueles olhos afiados, mas sabia que não devia. Engoli em seco. A boca secou. Cada fibra do meu corpo gritava para fugir, mas eu fiquei, porque havia uma estranha atração, além da culpa de manchar o terno que parece ser caríssimo, um calor que eu não sabia nomear. Meu pensamento mais racional me dizia: não olhe, não olhe, não olhe. Mas meu corpo… meu corpo queria justamente o contrário. Queria o olhar mais uma vez e gravar cada coisinha dele. — D-desculpe… — arrisquei, a voz quase um sussurro, tremendo mais do que eu queria admitir. — Está tudo bem, não tenho nenhum compromisso por agora. A sorte que o café não estava muito quente, poderia ter te queimado. A voz prende na garganta. — É! É, uma sorte... — pigarreio mesmo sabendo que era inadequado para uma mulher pigarrear na frente de um homem tão... — Precisa de ajuda? — pergunta e a voz rouca e firme me atravessa. — Não, q-quer dizer... Muito gentil de sua parte perguntar isso, mas está tudo bem. Ele aponta pra trás rindo, em direção a escola de dança. — Provavelmente fugindo de alguma professora rigorosa e bab.aca... Ouço coisas horríveis sobre essa escola de dança, pra ser a melhor precisa ser mesmo tão carra.sca? — o sorriso ladino desenha os lábios dele, e eu preciso firmar a mente pra não viajar naquilo. — É, pode se dizer isso — a voz quase não saiu. — Ah, como sou mau educado — ele estende a mão — Dmitri Petrov. Ouço o nome dele mas logo o motorista buzina, e como uma má educada e perdida, não aperto a mão dele e nem muito menos respondo... Mas gravo o nome muito bem na mente. — Desculpa, estou com pressa. Passo por ele e sinto a mão segurar meu pulso me obrigando a parar e olhar pra ele por cima do ombro, ele deu um sorriso encantador. — Ande com mais calma, leve seu tempo, não o tempo que te obrigam. Assinto positivo com a cabeça e puxo a mão, logo entrando no carro e me desculpando pela demora, assim partindo pra casa.

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