Dou a volta e vou até seus pés que estão amarrados pendurados nessa espécie de mesa ou cadeira, não entendo bem. Corto a correia que os prende com minha faca, me levanto e fico olhando, seu corpo nu, mas o que raios estavam fazendo com esse homem aqui?
Corto então as duas correias que prendiam suas costas e o faço se erguer. Ele cambaleia, parece sem forças e suas mãos estão algemadas, melhor deixar ele assim, ainda é um prisioneiro para nós também.
Quando fica totalmente de pé, ele me olha assustado, sai se encostando a parede atrás dele e me olha com medo dizendo alguma coisa com seu rosto ainda mais assustado. Eu aponto minha arma por não esperar ele fazer isso. Ele olha pra arma em minha mão e se encolhe dizendo alguma coisa.
Eu ergo minhas mãos no ar e mostro que não vou atirar, ele fica me olhando e eu peço silêncio mais uma vez, dizendo que pode ter mais soldados vindo pra cá. Não sei bem se ele me entende, mas pelo menos fica quieto.
Só então desço meus olhos e vejo mais abaixo em seu corpo, seu pênis preso por alguma coisa metálica, algo parecido com um objeto de castidade daqueles usados em ritos de s************o.
Mas que p***a estava acontecendo aqui?
Eu pego um cobertor que vejo ali perto e me aproximo dele mesmo que ele pareça um animal arisco com minha aproximação e digo:
__Temos que sair daqui.
Coloco o cobertor sob suas costas olhando em seus olhos com a arma em minha mão no ar e ele permite que eu faça isso. Cubro seu corpo agora. Eu digo mais uma vez:
__Temos que sair daqui.
Ele não se move e eu digo:
__Vamos!
Ele se assusta e eu me canso disso, aponto a arma e faço ele se mexer.
Estamos do lado de fora, andamos por cantos mais escondidos, não quero ser metralhado como meus companheiros. Noto a chegada de mais alguns soldados inimigos e arrasto o prisioneiro para um canto escondido comigo. Ficamos assim uns segundos, ele geme baixo e eu coloco a mão em sua boca.
Ainda bem que ele está com esse cobertor em volta do seu corpo, seria estranho estar perto de um cara nu assim. Mas não é o momento para pensar sobre isso. O carro com os soldados segue adiante e percebo que é melhor achar um canto para nos escondermos por hora.
Andamos um pouco, já está escurecendo e avisto uma espécie de casa e quando entramos vejo que se parece uma pequena escola abandonada, ainda perto da base inimiga. O prisioneiro está perdendo suas forças e eu tenho que segurar seu braço em torno do meu ombro para que ele entre e eu o coloco sobre um colchão velho de um antigo dormitório.
Ainda posso ver as luzes dos carros rondando o local, melhor ficarmos escondidos aqui em silêncio até eu conseguir entrar em contato com a nossa base para organizarem nosso resgate.
Tento comunicação com meu rádio e infelizmente não consigo obter sinal nem reposta.
Olho para o prisioneiro ali deitado, ele treme e murmura algumas palavras que não consigo entender. Me aproximo e coloco minha mão em sua testa. Com essa febre ele não durará muito tempo.