A mensagem chegou no meio da noite. Eu estava acordada, vigiando Sofia, quando ouvi o bip suave do telefone criptografado de Dante vindo do escritório. Ele o deixara carregando na mesa — um descuido raro. A curiosidade me matou. Desci as escadas em silêncio. A casa estava quieta, só o crepitar da lareira apagando. A porta do escritório estava entreaberta. Entrei. O telefone piscava. Uma notificação: “Mensagem recebida – Remetente: #7” Toquei na tela. A mensagem era curta, direta: “O alvo foi avisado. A babá ainda é a chave. Dante não suspeita de mim. Aguardo ordens para o golpe final.” Meu sangue gelou. Rolei para cima. A foto de perfil do remetente apareceu por um segundo antes de desaparecer. Um relógio de ouro. Com uma pulseira de couro marrom. Conhecia aquele relógio.

