A morte de Rafael não trouxe paz. Trouxe silêncio. Um silêncio pesado, cheio de olhares desconfiados e mãos perto das armas. Até os homens mais leais pareciam medir cada palavra antes de falar. A traição tinha deixado uma rachadura no coração do clã — e eu sabia que, se não a selasse rápido, o império desmoronaria por dentro. — Cavalcanti sabe que Rafael está morto — disse o Corvo, entregando um relatório pela manhã. — Ele está reunindo homens no porto. Vai atacar hoje à noite. — Ótimo. — Fechei o relatório. — Deixe-o vir. — Sozinha? — Não. — Olhei para a porta do quarto de Dante. — Mas ele fica. Lúcia me encontrou na cozinha, preparando chá. — Você vai lutar de novo? — Sim. — Tenho medo de que um dia você não volte. — Eu sempre volto. — Toquei seu rosto. — Porque tenho vocês esp

