CAPÍTULO 32

1410 Words

Eu ia enlouquecer. Tava perto. Muito perto. O silêncio entre mim e Marcelo virou um abismo. Dormir ao lado dele e fingir que não sentia… Fingir que não amava… Fingir que não doía. Minha cabeça latejava, o peito queimava, a garganta vivia com um nó preso. E Arthur… meu menino… Ele sentia, claro que sentia. As crianças sempre percebem quando o lar se rompe, mesmo que as paredes estejam intactas. Jaqueline não me dava sossego. - Você precisa contar, Bruna! Marcelo vai te proteger, ele não é moleque! Mas e se aquele homem, aquele monstro, fizesse algo com o meu filho? Se ele soubesse que eu abri a boca? Que continuei com o Marcelo mesmo assim? Eu não ia pagar pra ver. Foi então que decidi. Peguei meu celular e chamei Jaqueline: - Amiga… - Fala, mulher. - Preciso de um favor.

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