Prólogo: Os Reinos de Vinyah
Slat é uma das nações que compõe toda a parte ocidental de Vinyah, o grande continente situado no fantástico mundo de Erdhania. Com seus três milhões de habitantes, ela abrange uma extensão territorial grande e farta em recursos naturais, além de possuir uma infraestrutura invejável, o que às vezes desperta o desejo de alguns monarcas a possuírem aquele país. Em uma época a qual foi considerada a mais escura de toda Vinyah, uma grande guerra cobriu todo o continente causando uma série de mortes e destruição por onde ela passou. Porém o rei Aklon, o Justo, homem de índole invejável e com um senso de justiça que sobressaía aos demais, firmou um tratado entre as nações do Ocidente de que nenhuma delas seria atacada, a não ser que a mesma iniciasse uma guerra. O tratado foi realizado ao redor de uma pedra que possuía o formato de uma grande mesa e ficava localizada em Kelonnia, uma das seis nações de Vinyah, o mesmo também foi outorgado em nome de Janus, divindade respeitada não somente pelo povo de Slat, mas também pelos outros povos, exceto por Luma, que cultuava os deuses do Oriente e Estakhr por ser um povo ateísta, mas com o passar dos anos, Estakhr passou a adotar magos em seus conselhos como uma forma de enfrentar Slat e Sinéria, os povos com maior sensibilidade à magia.
Slat faz fronteira com cinco nações que por sua vez são as mais poderosas, abaixo somente da própria Slat. São elas: Anísia, conhecida por sua inteligência e por ter os mais sábios de Vinyah; Kelonnia, conhecida por suas extensas áreas de florestas e rios. Também pelo seu povo, trabalhador e ótimos guerreiros; Sinéria, uma nação cujo povo acredita na magia e que algumas de suas lendas são reais. Eles chegam até mesmo a cultuar as supostas criaturas do tenebroso deserto de Klohein, um lugar coberto de sombras e com mitos aterrorizantes; Estakhr, a terra do escorpião. Esse reino desde seus primórdios possui uma linhagem forte. Seus reis sempre foram os que incitaram as outras nações vizinhas a tentarem tomar Slat pela força. Atualmente ela é governada pela rainha Zaila, uma mulher fria e c***l que ambiciona um dia tomar o trono de Slat. Seu povo é considerado sábio, porém muito forte e agressivo; Luma, esse país nasceu a partir de um povo que veio do Oriente há milhares de anos fugidos de um cataclismo que ocorreu naquela parte de Erdhania. Muitos atribuem esse desastre a uma imensa bola de fogo caída dos céus e que dizimou quase toda aquela gente. O que sobrou deles foi para a parte norte de Vinyah e ali fixou residência tornando-se uma grande nação.
Estakhr e Kelonnia são as únicas nações que não são banhadas pelo oceano. Para chegar ao grande mar eles têm duas opções, atravessar Slat ou Luma, ou atravessar o tenebroso deserto de Klohein, o que para muitos é considerado suicídio. Klohein é uma terra de sobremodo árida e repleta de perigos. O povo que habita aquele local ainda é considerado selvagem, eles conhecem todo o lugar e seus mitos deixam muitos dos piores pesadelos parecerem contos de fadas. Dizem que lá habitam demônios terríveis que devoram as almas que por ali ousarem atravessar sem a permissão dos guardiões que são os habitantes locais.
A última guerra entre essas nações ocorreu cem anos antes do atual tempo. Um embate mortal encabeçado por Ranthor, o rei de Estakhr, que governou o país durante a guerra. Ele planejou uma coalizão para atacar Slat, mas teve seus planos frustrados depois que Khan I, rei de Luma, decidiu unir-se a Slat em uma aliança com o então rei Aklon. O monarca advertiu que uma guerra mergulharia todo o continente nas trevas. Sem falar na ira dos deuses que poderia ser terrível.
Ranthor ficou furioso pelo fato de todas as nações vizinhas assinarem o tratado de paz que ficou conhecido como Targol, o dia em que a paz foi fincada entre os povos. Depois desse tempo, o rei de Estakhr jurou que sua descendência não descansaria até que todas as riquezas de Slat pertencessem ao seu país ou as transformasse em cinzas.
Desde então as nações do Ocidente vivem em paz graças a Aklon, o Justo e todos os povos puderam coexistir sem medo de uma guerra c***l, até os tempos de agora...