Os meninos estavam demorando para dar qualquer notícia, então liberei a menina que trabalha com a gente, fui até as roupas de doações, peguei algumas roupas de cama e forrei uma cama confortável na nossa sala, ficamos brincando, ele pegou no sono e fiquei fazendo carinho na cabeça dele. Reparei ele todo, ele tem marcas de machucado, não acredito que seja de espancamento mas sim da falta de cuidados. Luana resolveu ir para o lado de fora ligar para os meninos, fiquei aqui com ele deitada, até que ele me abraçou e eu fiquei sem reação no início, mas prontamente abracei ele e aconcheguei nos meus braços, ficamos assim até que eu peguei no sono.
- Acordei com o Diego me chamando e ansiosa por uma notícia.
Digão: Amor, não achamos ela. Rodei a favela toda me dividindo com o VT e nenhum rastro dela. - Falou sem saber o que fazer.
Caroline: Ele não vai ficar na casa dele sozinho. - Disse firme.
Luana: Claro que não, Deus me livre. Ele não tem idade pra ficar sozinho.
Digão: Vamos levar ele pra casa com nós, amanhã ela deve aparecer e se não aparecer a gente ver o que fazer.
Caroline: Então vamos. - Disse pegando ele no colo.
Digão: Deixa que eu pego o menor, ele é quase do teu tamanho pô, como que tu vai levar ele no colo? Hahahah. - Falou querendo apanhar, só pode.
Caroline: Quer apanhar Diego? - Disse séria olhando pra cara dele.
Digão: Não tá mais aqui quem falou. - Falou saindo com o Gael no colo.
- Peguei outras peças de roupas que achei que pudessem servi pra ele, fechamos a associação e cada um foi pra suas casas. Hoje não tem bronze, não teve auto cuidado, não teve nada hahaha. Mas por um bem maior, eu nem sei se conseguiria dormir sabendo que esse bebê estaria dormindo sozinho, graças a Deus ele veio para a associação e a gente tomou parte dessa situação. Não sei se a mãe dele vai aparecer, tomara que sim e a gente dá uma assistência melhor para ela. Vai que ela aceite uma internação para se cuidar né? Até mesmo para poder cuidar do filho dela que não pode viver nessa situação.