Lisandra narrando Assim que o Diego, meu pai e o Juninho foram pro escritório, eu soltei o ar que estava preso no meu peito e segui pra cozinha com a minha mãe. — Tati… — chamei baixinho. Ela virou rápido, com aquele susto permanente de quem tá tentando entender o próprio mundo enquanto carrega outro dentro da barriga. — Tati, vem cá — sorri, puxando ela pela mão. — Quero te apresentar alguém. Tati chegou perto, ajeitando a blusa, a mão automaticamente pousando na barriga a ainda Lisa. — Tati, essa aqui é a Maite… minha mãe. Falar “minha mãe” ainda dava um nó estranho na minha garganta. Uma mistura de sonho antigo, medo de perder de novo e aquela sensação b***a de que o mundo finalmente me devolveu algo que arrancou lá atrás. Maite sorriu pra Tati. — Prazer, linda. Tati travou.

