Billie's POV
O dia foi um saco. Trabalhei com Melanie e dei aula para ela, vi Ayleen mais duas vezes pelos corredores e ela sorriu de forma maliciosa pra mim, teve a Mia e depois ainda teve um dos meus colegas de trabalho que simplesmente decidiu dar em cima de mim. Acho que essa foi a pior parte porque eu odeio homem.
Abri meu apartamento e tranquei a porta assim que entrei. Encostei minhas costas na porta e escorreguei até o chão, tirando o cigarro do bolso da blusa e pegando um da carteira. Prendi entre os lábios e o acendi. Ao menos isso me acalma, amanhã eu penso em parar, hoje foi um dia estressante.
Meu interfone tocou e eu não me lembro de ter pedido nada, mas o atendi.
– Sim?
– Senhorita Lillie, tem uma moça pedindo para ir até o seu apartamento. Ela disse que o nome dela é Ayleen. Posso mandar subir? – Arregalei meus olhos. Como essa maluca conseguiu meu endereço?
– Pode deixar subir. – Falei, ainda confusa.
Fui até a porta e a abri para esperar Ayleen. Ela chegou no meu andar vestindo uma saia muito curta e vinho, expondo as coxas. Uma blusa branca combinando com seu salto também branco, que provavelmente a deixou da minha altura. Enquanto ela se aproximava, senti meu coração pulsar literalmente na minha boca.
– Oi, Lillie. – Ela parou na minha frente. – Não vai me chamar para entrar?
Dei passagem para a Ayleen. Ela entrou e olhou minha casa com atenção.
– Como conseguiu meu endereço? – Perguntei. Ela deu os ombros.
– Com uma amiga nossa no f*******:. Eu precisava falar com você e ela me passou. – Eu respirei fundo e engoli seco. Ayleen começou a andar em minha casa, olhando a decoração. – Sua casa é muito bonita.
– Obrigada. Quer alguma coisa? Já jantou? – Ela concordou com a cabeça. – Quer sentar?
– Por favor. – Ela caminhou até o sofá e se sentou, cruzando as pernas. Por Deus, eu preciso me controlar.
Sentei-me ao lado dela e ela me olhava com um sorriso no rosto.
– E aí, do que você precisa? – Questionei.
– Já faz dois anos... – Ela respirou fundo. – E eu ainda não esqueci da promessa que você me fez. Você disse que eu poderia te procurar. Eu realmente não iria, mas eu vi você na faculdade e não acreditei... – Ela abaixou o olhar por alguns instantes. – Eu estou com dezoito anos. Lillie... Eu sonho com você desde a adolescência... – Ela se aproximou de mim, levando uma das mãos até meu rosto.
– Não faz isso comigo, Ayleen... A gente já seguiu nossas vidas. – Ela negou com a cabeça.
– Você não tá com uma aliança no dedo e nem eu. Não é como se a gente realmente tivesse seguido nossas vidas. – Os olhos dela marejaram. – Sua desculpa da "ética" acabou, Lillie. Então agora você tem que me dizer se não me quer por outro motivo ou se você usou sua ética pra não ferir meu coração.
– p***a, Ayleen... – Eu levantei e me afastei dela. Ayleen se levantou e veio atrás de mim, parando exatamente na minha frente e extremamente perto.
Ela me olhava. Colocou uma mão no meu rosto e percebi que ainda estava alguns centímetros mais baixa que eu.
– Fala que você me quer ou que você não me quer. Por favor, Lillie... – Ela aproximou o rosto do meu. Eu estava imóvel.
As memórias dela de uniforme sendo minha aluna me fez sentir m*l mas ao mesmo tempo, ela estava aqui, já tinha dezoito, e porra... Ela tava tão perto de mim.
Ayleen roçou os lábios nos meus e eu não me contive. Levei as mãos até a cintura dela e fechei meus olhos, empurrando meus lábios contra os dela e a beijando. Não podia mais resistir. Minha língua invadiu os lábios dela e eu comecei a empurrá-la, ainda a beijando e com meu corpo, em direção ao meu quarto. f**a-se a ética.
Ela andava de costas agarrada com as mãos em meus ombros. Nosso beijo era intenso e cheio de vontade. Quando chegamos próximo à minha cama, levei as duas mãos até a blusa branca de Ayleen e abri os botões, deixando-a com a blusa aberta e com o sutiã exposto.
– Se você quiser que eu pare, fala agora. – Falei, contra os lábios dela. Ela me agarrou com mais força, com os braços ao redor do meu pescoço.
– Continua. – Ela falou. Eu a beijei novamente enquanto me livrava da camisa dela, deslizando minhas mãos por seus ombros e braços para tirá-la. Depois, tirei o sutiã dela com certa pressa.
Empurrei Ayleen na minha cama, tirei minha camiseta e me encaixem em cima dela, dessa vez, atacando seu pescoço. Beijei a pele do local e enquanto dedilhava o corpo dela até chegar em um dos s***s dela, fazia o mesmo com sua coxa. Fechei a mão em seu seio sem muita força e também apertei a coxa dela, ao mesmo tempo. Eu continuava beijando e chupando seu pescoço. Eu pensei nela por dois anos. E tava acontecendo... p***a.
Meus lábios avançaram pela clavícula dela, e eu beijei até encontrar seus s***s fartos. Levei as duas mãos até eles, os juntando e afundando o rosto ali, enquanto beijava a pele. Segurei um deles com a mão e levei meus lábios, em uma trilha de beijos, até o mamilo de um dos s***s dela, onde afundei a boca e chupei com gosto. Ayleen começou a gemer... E mexer o quadril contra mim, como se buscasse mais contato.
Com a mão desocupada, deslizei pela barriga da garota e invadi sua saia e calcinha com meus dedos. Ela tava completamente molhada.
Comecei a movimentar os dedos enquanto chupava o seio dela. Ayleen gemia, apertava as unhas em minhas costas, e eu sabia que aquilo deixaria marcas. Mas eu não ligava. Nunca liguei.
– Lillie, não para! Não para! – Ela disse. Mas eu não obedeci.
– Quem decide se vai parar ou não sou eu. Vou te dar algo melhor do que um orgasmo com dedos. – Falei assim que coloquei o rosto na frente do dela.
Me ergui o suficiente para arrancar a saia e calcinha dela de uma vez. Me abaixei na i********e dela a atacando com os lábios sem ao menos dar um tempo para ela processar a informação.
Ayleen gemia. Arqueava as costas, agarrava os lençóis da minha cama e se contorcia enquanto eu a chupava.
Agarrei as duas coxas dela com minhas mãos e coloquei-as em cima dos meus ombros. Então, afundei ainda mais meu rosto na i********e dela, esfregando minha língua em seu c******s com tanta vontade que não demorou muito até ela gozar. Ayleen geme feito p**a. Eu adoro isso.
Tirei os lábios da i********e dela, mas ainda fiquei entre suas pernas. Ayleen ainda respirava de forma profunda e eu também.
– Você conseguiu o que queria desde os dezesseis. Agora vai embora da minha casa, Ayleen. – Falei e saí do meio das pernas dela, limpando os lábios com o dorso da mão.
Eu tava me sentindo péssima. Peguei a saia dela do chão e arremessei na cama, e ela prontamente a pegou e começou a vestir. Eu passei as duas mãos no meu próprio rosto enquanto ela se trocava.
– Você não quer que eu... – Eu a interrompi.
– Vai embora, Ayleen. Por favor. – Falei. Ela terminou de se arrumar e saiu batendo os pés, talvez com raiva, mas não importa. Eu achei que quando comesse a Ayleen, isso me faria sentir nas nuvens, mas foi o completo oposto. Eu me senti um lixo porque lembrava o tempo todo dela usando uniforme e de que conheci essa garota quando ela ainda era uma criança.
Depois que Ayleen foi embora, dei um soco na parede do meu quarto com tanta força que desloquei o dedo. Acabei colocando-o no lugar sozinha mesmo, mas percebi que minha mão ficou roxa. Que merda.
Eu precisava de mais um cigarro. Eu queria um abraço de alguém. Queria um abraço da... Melanie?