4

3861 Words

À sombra de um dos bancos da Place du Tertre, ela ligou para j**k. Um pouco tensa diante da possibilidade de ouvir a voz dele. Enquanto um toque longo emendava-se noutro, ponderava se devia tê-lo procurado. Tinha de se preparar para uma possível rejeição. Mordeu o lábio inferior sentindo-se uma tola, fitou o visor do celular e decidiu desligá-lo. Era melhor assim. Dez segundos se passaram antes do celular tocar. Era um número privado. Atendeu imaginando que fosse alguma produtora agendando audição. – Quem fala? Do outro lado da linha, o homem perguntou primeiro, antes de ela falar “alô”. Esperou um segundo ou dois, tencionava identificar de quem era a voz. Ele repetiu: – Quem fala? – era um timbre suave, baixo, ligeiramente rouco e morno. Era j**k. E, agora, ele tinha o número do seu

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD