–Alors, o que sente? A voz de j**k era calma e profunda junto ao seu ouvido, bem atrás dela. Ambos admiravam a tela gigantesca com dois amantes nus e abraçados, em preto-e-branco. O detalhe interessante e – um pouco mórbido, como Trish observou – estava no vermelho, única cor vibrante, na boca da mulher e escorrendo fios da mesma cor do peito do homem. “O que ela sentia”, j**k perguntara. A resposta poderia ser tristeza, os corpos entrelaçados no ato de amor, tristes, desamparados e belos. Engoliu em seco diante da sensibilidade do artista, parecia que tingira a tela com veludo sedoso. Esboçou um sorriso tímido, procurando separar na mente as melhores frases, as mais inteligentes, para impressionar o amante. Mas quando percebeu a assinatura de Marcel Ferrer, sobressaltou-se ao ponto de f

