14 - Inferno de mulher

905 Words

ACE Entrei no carro e bati a porta com mais força do que o necessário. O estalo seco fez o motorista, já acostumado com meus humores, erguer os olhos pelo retrovisor apenas por um segundo antes de dar a partida. — Pra casa. — rosnei, encostando a cabeça no encosto do banco. Os dedos latejavam sob o curativo que Luna tinha acabado de fazer. E não era só por causa do corte. Era pela forma como limpou meu sangue com aquela expressão familiar, como se o tempo não tivesse passado e ao mesmo tempo, como se ele tivesse passado demais. Olhei a mão enfaixada e fechei os olhos, frustrado. Achei que ela tinha amolecido quando se ofereceu para cuidar do machucado. Mas Luna continuava sendo a mesma cabeça dura. Teimosa. Orgulhosa. E tão determinada a me manter fora quanto eu estava a entrar de vol

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