Na manhã seguinte, a primeira coisa que pensei quando abri os olhos foi: eu quero ele. Não o toque. Não o beijo. Eu queria a presença. O olhar. O jeito como ele dizia meu nome como se estivesse descobrindo um segredo. Mas logo veio o segundo pensamento: controle, Isa. Controle. Era isso que eu tinha jurado pra mim mesma. Que dessa vez, eu não me entregaria sem ter certeza. Que meu coração não seria um teste gratuito pro destino errar de novo. E então me levantei, escovei os dentes, prendi o cabelo e vesti a máscara de frieza que aprendi a usar desde que aprendi a me proteger. Encontrei Cael no pátio do bloco dois. Ele estava encostado na mureta com o celular na mão, mas quando me viu, o mundo pareceu desacelerar. — Oi — disse ele, guardando o celular no bolso como quem diz “tudo que

