Pov Lauren
" Me fiz de cega pra não enxergar quem você é, mas agora eu vejo. A tua teia de mentira já não me convence mais,
não tem nenhum lugar em mim pra tua solidão de si"
Olhei pro meu papel satisfeita com aquilo que eu tinha escrito, depois de ter tomado mais um remédio acordei de madrugada e terminei de escrever a música que comecei no dia da minha orvedose, em fim eu tinha terminado uma música e era uma música para mim mesma.
A música se tratava de me questionar, o que o mundo normalmente via de mim era mentira e eu sabia quem eu realmente era, a música era um pouco sádica por assim disser.
O sol já brilhava no céu, diferente dos outros dias, talvez o dia esteja feliz por eu ter terminado uma música finalmente, depois de compor a letra fiquei um tempo escrevendo a melodia no meu violão, minha mão não estava mais tremendo e eu dormir mais desde ontem meu corpo estava agradecendo isso.
Depois de terminar a melodia fui tomar um banho, e novamente eu estava ali me olhando no espelho com o remédio do meu lado, fechei os olhos com força...
Passado
" - Lauren você me ama? - perguntou Lucy que estava deitada nos meus braços, ela levantou a cabeça apoiando ela no vale entre meus s***s.
- Mas é claro que eu amo, que pergunta é essa? - falei erguendo uma sobrancelha, Lucy suspirou.
- A gente já se separou tanto, eu já fiz tanta merda, você se vingou com razão, mesmo assim você ainda está comigo e eu com você, isso é amor não é? - perguntou novamente. Eu não estava entendendo onde ela queria chegar.
- Um pouco louco mas é - falei, ela suspirou e se sentou na cama ficando de costas pra mim.
Ela ficou em silêncio por um tempo ainda de costas pra mim.
- Você escreve coisas lindas sobre o amor, quando você escreve até alguma coisa erótica sai como poesia, eu não sou essa inspiração porque meu amor não é assim, como você consegue? - perguntou e me olhou.
Ergui uma sombralha, eu não fazia a menor ideia de onde ela queria chegar com tudo isso.
- Não to entendendo a onde você quer chegar - falei ela sorriu, eu conhecia aquele sorriso, era o sorriso irônico de pré surto da Lucy.
- Em quem você se inspira Lauren? Porque em mim que não é - falou com a voz calma mas com o olhar que eu já conhecia.
- Que isso Lucy? Eu só coloco a caneta no papel e escrevo eu...
- Ah Lauren sem essa, sempre que a gente compõe pensamos em alguém - falou me interrompendo.
- Eu penso em você, em como você me ensinou coisas novas, como ficamos bem quando estamos juntas sem toda a loucura que causamos, quando você me fala coisas bonitas sobre o universo e natureza. Me inspiro no que podemos ser um dia quando pararmos de nos auto destruir - falei.
Ela abriu um lindo sorriso, o sorriso que fez eu me apaixonar por ela e voltou pros meus braços me beijando com vontade, retribui seu beijo da mesma forma passando meus braços por sua cintura puxando ela pra mais perto de mim... "
Presente
Depois de t*****r com ela novamente naquela noite, tomamos dois remédios e quando acordamos eu descobri que ela tinha me traído de novo e novamente terminamos. Isso não era amor, não como eu tinha lido nos livros, como eu ouvia nas músicas ou como eu cantava nas minhas.
O que eu tinha com a Lucy era tóxico, nunca vivi um amor como eu canto, eu queria tanto saber como seria viver isso de maneira correta, saudável e boa, não sei se um dia terei essa chance.
Abri meus olhos me olhando no espelho, eu era uma farsa, fingindo sorrisos, cantando amores que não vivi mas eu sabia quem eu era.
Olhei pro remédio, eu já sentia meu corpo sentir falta dele mas não tomei, guardei ele dentro do armário do banheiro. Sai do meu quarto indo pra sala onde encontrei as meninas sentadas no sofá, me joguei em uma poltrona vazia.
- Desculpa por ter deixado vocês falando sozinhas - falei fazendo elas me olharem.
- Jogou fora? - perguntou Normani, neguei com a cabeça fazendo ela revirar os olhos.
- Então não vai mais tentar? - perguntou Vero - Se não vai mais tentar vamos voltar pra Los Angeles então, não tem porque ficar aqui - continuou ela.
- Não - falei rápido fazendo elas erguerem uma sobrancelha.
- Porque não? você odeia esse lugar - falou Normani.
- Não odeio, consegui terminar uma música essa madrugada - falei, percebi surpresa no olhar delas e por alguns segundos Normani abriu um largo sorriso.
- Sério? - perguntou Vero, sorri pra elas.
- Sim, e tenho outras por vir. Já escrevi algumas outras letras mas não terminei. falta alguns detalhes da melodia ainda mas a letra já esta completamente pronta, não será um hit mas provavelmente vai está no meu álbum - falei, elas sorriram.
- Que bom Lauren - falou Vero - Estou feliz por você conseguir escrever de novo - continuou.
- Obrigada - falei.
Depois de tomar café decidimos ir até o museu de cidade e Maria veio com a gente, Sitka era uma cidade com forte cultura indígena o museu era completamente ligado a isso, tinha várias gravuras, pinturas e desenhos em árvores e pedras.
Tinha algumas facas feita a mão, suas lâminas eram pedras pontiagudas, tinha também alguns esqueletos de dinossauros que foram desenterrados e de Mamutes. Também tinha alguns animais extintos encontrados em escavações eles estavam em excelente estado.
Um dos guias contou a história do povo indígena local os Tlingit. A cultura humana com elementos relacionados aos Tlingit se originou por volta de 10.000 anos atrás, O primeiro contato histórico dos Tlingit com os europeus ocorreu em 1741, com exploradores russos. Exploradores espanhóis seguiram em 1775. Os tlingits mantiveram sua independência, mas sofreram com epidemias de varíola e outras doenças infecciosas trazidas pelos europeus. Os nativos americanos não tinham imunidade a essas doenças da Eurásia, que haviam entrado na Europa séculos antes.
Os Tlinits ainda existem, muitos agora vivem com resto da sociedade em Sitka e em algumas cidades no Alaska, outra parte ainda vive isolada no meio da floresta evitando qualquer contato com humanos, a inclusive relatos de mortes por fechadas por invadirem o território deles no interior da floresta.
Depois do excelente passeio no Museu fomos até o restaurante da cidade, p**a que pariu eu comi o melhor camarão e lagosta da minha vida, depois de repetir o prato, voltamos pra casa.
No caminho fiquei sabendo que Normani ficou com a Dinah e Vero com a Ally, só eu estava no zero a zero em Sitka, eu tinha que arrumar isso. Depois de descansar do passeio falei pras meninas que eu iria para praia.
Antes de ir pra praia eu fui até o café meu lugar favorito de Sitka, não pelo café em si mas sim por quem o fazia, tinha 3 clientes em uma mesa, me sentei no balcão vendo Camila de costas fazendo alguma coisa em um armário.
- Senhorita - falei, isso fez ela derrubar uma vasilha de cima da prateleira ela me olhou, seu rosto de brava me fez rir.
- Acha engraçado? - perguntou estreitando os olhos pegando a vasilha do chão.
- Seu rosto ficou fofo - falei e isso pareceu deixar ela mais brava ainda.
- Sou uma piada então? - perguntou seria, meu sorriso sumiu, falei merda?
- Claro que não - falei séria, então ela sorriu.
- Sua cara foi melhor do que a minha - falou, revirei os olhos mas sorri. - Você vai tocar aqui? - perguntou apontando pro violão que estava nas minhas contas dentro da capa dele.
- Não aqui, na praia - falei, ela assentiu - Quer ouvir minha música nova? A primeira que escrevi depois de 1 ano - falei ela deu um pequeno sorriso.
- Vou ser a primeira a ouvir? - perguntou, sorri pra ela.
- Sim - falei, ela assentiu.
- Ok, aceito sua oferta exclusiva- falou me fazendo rir.
- Vou te esperar na praia, no mesmo lugar da outra vez - falei.
- Marcado, espero que seja boa a música - falou em um tão brincalhão.
- Fala de mim, então... - falei dando de ombro, ela sorriu - Café pra viagem- falei piscando pra ela.
Depois que Camila trouxe o café fui até a praia. Esse lugar me deixava calma e o ar daqui era completamente puro, o melhor ar que já respeitei na minha vida.
Pov Camila
"Desejo que você tenha quem amar"
Lauren, Lauren e Lauren, esse nome não saia da minha cabeça, nem os olhos e muito menos as músicas. Não fiquei surpresa ao saber que ela tinha voltado a tomar remédio, eu só queria que ela tentasse parar de novo.
Eu não entendi em que momento ela perdeu o sentido de existir, de cantar. Apesar dela não achar esse motivo eu ainda vejo isso nos olhos dela. Lauren só precisa de uma direção, talvez ela esteja encontrando.
Ela escreveu uma música o que era bom, já que ela não fazia isso a muito tempo e ainda queria que eu ouvisse. Quando eu falei pras meninas que eu iria até a praia ouvir a Lauren elas surtaram e falaram pra mim não perder tempo e ficar logo com ela.
Eu não sei o que está rolando entre mim e a Lauren, só sei que ela não sai da minha cabeça, não sei o que se passa na cabeça dela, p***a ela é uma artista, conhece muitas pessoas e o mundo todo, não sei nem o que pensar em relação a isso.
- Camila deixa de graça e vai logo, a gente fecha tudo aqui - falou Ally enquanto eu negava sair 1 hora mais cedo pra encontrar com a Lauren.
- Sua cantora tá lá te esperando, vai logo e toma - falou Dinah colocando uma bala na minha mão - Chupa isso, não quero que você esteja com bafo quando beijar a branquela - falou me fazendo rir.
Elas praticamente me expulsaram de lá. No caminho escutei o concelho da Dinah e coloquei a bala na boca, só se vive uma vez, se Lauren Jauregui quer me beijar não sou eu que vai evitar isso né, mas pera Camila você nem sabe se ela quer te beijar ou se é um delírio da sua cabeça junto com as meninas.
O dia hoje estava ensolarado, ainda estava de dia, era 5 da tarde o sol ainda estava bem presente, porém o dia estava frio como sempre. Encontrei Lauren no mesmo lugar de ontem só que hoje ela estava com um violão e um caderno de lado, foi impossível não sorrir.
Ela estava tão concentrada em tocar e depois escrever no caderno que fiquei um tempo só observando ela de longe, quando me aproximei pude ouvir o toque suave do violão e sua voz rouca e gostosa cantar " Eu não tenho mais medo, eu me fiz canção. O meu corpo é poeira, minha voz é trovão" ela cantou e escreveu no caderno.
- Bonito - falei, ela ergueu a cabeça e sorriu ao me ver, um sorriso torto bonito.
- Obrigada - falou.
- É essa que você terminou? - perguntei e me sentei ao seu lado, os olhos dela estavam tão clarinhos por causa do dia ainda claro, eram tão lindos.
- Não, tô escrevendo essa enquanto tô aqui - falou, sorri pra ela de novo.
- Bom saber que Sitka te inspirar a escrever - falei, ela sorriu torto.
- Fiquei 1 ano sem escrever nada, no dia da minha orvedose eu escrevi um dos versos da canção que eu terminei nessa madrugada, depois que escrevi um desses versos em meio ao consumo desenfreado de substâncias suspeitas e cenas que é melhor eu não falar, eu sei lá pirei, só queria me diverti- falou e olhou pra frente.
- Então foi um acidente? - perguntei, eu só queria entender ela.
- Não - falou e me olhou, engoli em seco, todos falavam que era - Quando eu acordei no hospital eu falava para mim mesma que foi, mas aqui eu vejo que não foi. Eu sabia o que estava fazendo, eu só queria sentir mais e mais aquela sensação, eu sabia que poderia dar r**m misturar mas eu fiz assim mesmo, não ligando - falou e sorriu mas não foi um sorriso feliz.
Fiquei um tempo em silêncio tentando digerir o que ela falou, ela sabia que podia morrer e continuou, então ela queria não é? Suspirei constatando a onde ela queria chegar.
- Mas eu me arrependo - falou percebendo que eu tinha chegado a uma conclusão - Não queria causar a confusão que foi, e hoje eu vejo que não queria morrer - falou, Lauren olhava pro mar na nossa frente - Eu quero sorrir de novo, contar minha história através da minha música - falou e me olhou.
Eu não sabia o que falar, Lauren percebendo isso colocou o violão no colo dando alguns acordes.
- Ela é sobre mim, você vai entender - falou e começou a tocar.
Eu fiquei completamente vidrada em cada movimento que ela estava fazendo, tocando com maestria o violão, ela fluía como se fosse parte dele, eu já tinha visto em vídeos mas pessoalmente era melhor, quando a voz rouca e gostosa dela tomou o ambiente eu simplesmente não conseguia prestar atenção em mais nada.
Eu Sei Quem é Você (Anavitoria)
Me fiz de cega pra não enxergar quem você é
Mas agora eu vejo
A tua teia de mentira já não me convence mais
Não tem nenhum lugar em mim pra tua solidão de si
Equívoco te ouvir cantar o amor tão bem
Você o desconhece
Me assusta ver a multidão te aplaudir
E aplaudir de pé
Você nem mesmo se conhece
E eu quero te lembrar
Tua boca nada diz
Teu olho ninguém vê
Eu sei quem é você
Eu sei quem é você
Não vem dizer pra mim
Que não foi por querer
Eu sei quem é você
Eu sei quem é você
Equívoco te ouvir cantar o amor tão bem
Você o desconhece
Me assusta ver a multidão te aplaudir
E aplaudir de pé
Você nem mesmo se conhece
E eu quero te lembrar
Tua boca nada diz
Teu olho ninguém vê
Eu sei quem é você
Eu sei quem é você
Não vem dizer pra mim
Que não foi por querer
Eu sei quem é você
Eu sei quem é você
Não olha pra trás
Você não vai me encontrar
Eu já sai desse lugar
Enquanto o mundo acorrentava a tua voz
Tanto procurei a tua palavra
O teu abraço tanto me faltava
Agora eu já nem lembro mais
Eu já nem lembro mais
Tua boca nada diz
Teu olho ninguém vê
Eu sei quem é você
Eu sei quem é você
Ela cantou perfeitamente bem, a letra da musica era em terceira pessoa, ela estava conversando com ela mesma, a música era linda, eu pude sentir cada palavra que ela cantou.
Não sei por quanto tempo eu fiquei olhando pra Lauren, ela ficou me olhando de volta, até levantou uma sobrancelha.
- Está tão r**m assim? - perguntou, eu balancei a cabeça.
- Não, muito pelo contrário, é ótimo - falei e isso fez ela abrir um sorriso lindo - A letra fazendo uma auto crítica e ao mesmo tempo você pode está falando de outra pessoa, tem várias formas de entender a música - falei ela assentiu feliz.
- Que bom que gostou - falou, ficamos um tempo em silêncio.
- Porque me escolheu pra ouvir primeiro? - perguntei, ela deu um pequeno sorriso.
- Você é minha amiga e alguma coisa em você me trás paz - falou, foi involuntário o sorriso surgir no meu rosto.
- Obrigada - falei, na verdade não sei porque falei obrigada mas falei, isso fez ela sorrir.
- Eu que tenho que agradecer por você me ouvir- falou, sorri.
O sol já tinha ido embora e a noite chegava, as nuvens vermelhas começava a tomar conta do céu.
- Você quer conhecer um lugar no sábado? - perguntei de repente me assustando com o que tinha falado mas já tinha ido.
- Claro - falou sorrindo.
- Você aceitou tão fácil- falei fazendo ela rir.
- Sair sempre é bom - falou me fazendo sorrir.
Lauren estava se mostrando bem melhor do que as coisas que eu tinha lido sobre ela na internet, nada como conhecer as pessoas pessoalmente.
Fiquei em pé, ela fez o mesmo. Guardou o violão na capa o pondo nas costas e segurou seu caderno na mão.
- Passo no café pra gente acertar nosso passeio não sei pra onde - falou me fazendo rir - Obrigada por hoje de verdade- falou.
Para minha surpresa Lauren me abraçou, logo retribui seu abraço passando meus braços por seu pescoço, o abraço dela era gostoso, quentinho e aconchegante, sentia uma das mãos dela na minha cintura me causando sensações até então desconhecidas por mim porém boas. Eu sentia as tão famosas borboletas no meu estômago.
Cedo demais Lauren se afastou sorrindo, havia pouca luz nesse momento porém ainda dava para ver o rosto dela perfeitamente, continuamos próximas e a mão na minha cintura continuava, eu sentia no meu rosto a respiração quente da Lauren que tinha cheiro de menta.
Não sei o que rolou só sei que estava sentindo os lábios da Lauren nos meus, fechei meus olhos, no início era só um selinho leve senti a mão da Lauren que estava desocupada aperta minha cintura enquanto ela mordiscou meu lábio inferior.
Esse movimento dela me despertou, passei meus braços ao redor do pescoço dela abrindo minha boca pra logo sentir a língua dela invadir a minha boca buscando pela minha, o beijo era lento e gostoso.
Parecia que nossas bocas se completava como um quebra cabeça, meu coração disparado, a sensação de estar beijando Lauren era indescritível, agarrei seus cabelos com um pouco mais de força quando ela juntou nossos corpos aumentando a intensidade do beijo.
Nossas línguas se buscavam com mais avidez, mas precisávamos de ar, aos poucos baixamos a intensidade do beijo até terminar com um longo selinho. Fiquei um tempo com meus olhos fechados e minha respiração alterada.
Eu não conseguia sentir minhas pernas e parecia que meu coração iria sair pela boca, p**a que pariu foi o melhor beijo da minha vida, obrigada Dinah pela bala.
Abri meus olhos dando de cara com olhos verdes e um lindo sorriso, ela se afastou um pouco e meu corpo logo sentiu falta do contato das mãos da Lauren em mim.
- Uau - acabei soltando essa merda aí fazendo ela rir.
- Uau mesmo - falou e dessa vez foi eu que sorri - Vamos, tá ficando mais frio - falou olhando pro céu que agora estava escuro com nuvens vermelhas.
Andamos lado a lado até chegar na rua que levava ela pra casa e eu tinha que ir pra outra rua, Lauren segurou minha mão parando no meio da calçada e selou nossos lábios rapidamente me fazendo sorrir.
- Boa noite Camila - falou, sorri feito otária pro sorriso que ela me deu.
- Boa noite Lauren - falei.
Infelizmente ela seguiu pro seu caminho e eu fui pra casa flutuando sorrindo pro nada. p***a eu beijei Lauren Jauregui uma cantora conhecida mundialmente e foi o melhor beijo da minha vida, eu tinha que sorrir até pras pedras não é? Claro que sim.