RICHARD
A galeria é mais discreta do que eu pensava.
Ela conhece mais da metade das pessoas aqui e todo mundo fica pedindo para ela comentar sobre a arte ou sobre sua última peça.
Não estou acostumado a não ser o centro das atenções da mídia. Acho que ninguém dá a mínima para negócios em uma galeria de arte.
Eu acho isso esplêndido.
Para minha surpresa um jornalista com aquele ar fuxiqueiro para ao meu lado, já penso que fomos pegos e terei que ir embora.
— Carol!— ele chama.
— Leonardo!— Ela o abraça por muito tempo e seus olhos estão fechados durante isso. — A exposição é incrível.
— Obrigado, Carol. Estou tão feliz que você veio...
— Oh, eu não perderia por nada! — Ela me olha e sorri. — Oh Leonardo, este é Richard Di Giammargo. Richard, este é Leonardo Perry. A bela mente por trás de tudo isso.
— Prazer em conhecê-lo— diz ele, estendendo a mão e eu pego. Acho que ele reconhece quem eu sou, mas não se deixa abalar.
— Seu trabalho é ótimo, você é muito talentoso.
— Obrigado— ele diz laconicamente antes de se voltar para Carol. — Então, você quer beber alguma coisa depois? O que você quiser meu benzinho...
Esse cara não me vê parado aqui?
Claro, Carol não é nada minha.
Mas esse cara não sabe disso!
Eu a ouço dizer que temos planos e a palavra me faz sorrir. Ele se afastou para falar com alguém quando Carol percebe a expressão no meu rosto.
— O que foi?— Ela pergunta
— É um ex? Um futuro?
— Leonardo?— ela parece surpresa.
— Sim. Ele pelo menos está na fila.
— Eu acho que não — ela olha pra ele, com seus imensos olhos escuros — Não seja ciumento.
Saímos de lá por volta das nove e devo confessar, tinha ciúmes daquela mulher, ela era o centro das atenções naturalmente.
Ela traz uma pequena bandeja consigo e a segura para que ela entre no carro.
Ela dá a bandeja para Sebastian assim que entramos.
— Peguei somente os gostosos — ela pisca pra ele.
— O que você está fazendo?
— Sendo gentil? Ele teve que sentar aqui e esperar por nós!
— Eu pago a ele para fazer isso..
— Ok senhor tenho dinheiro, mas não paga a ele por se manter aqui sem os canapés. Você não é alérgico a frutos do mar, não é?— Ela pergunta a ele — Tem alguns de salmão...
— Não Senhora— ele ri.
— Senhora? Você está brincando comigo. Você é mais velho do que eu. Se me chamar de senhora, vou ser obrigada a levar a bandeja de volta.
— Obrigada Carol— ele agradece e me olha pelo retrovisor.
— Ainda é muito cedo, quer ir para a minha casa? Podemos caminhar para onde estamos indo, dê a Sebastian uma noite de folga...
— Eu vou precisar de uma carona para casa, Carol.
— Oh, verdade. Eu posso te levar para casa mais tarde, ou você pode ir de Uber.
— Eu tenho um Uber pessoal.
— Touché. Mas seu Uber não tem folga?
— Ok, pare de chamar Sebastian de Uber...
— Você começou isso...
— Que mulher audaciosa — dou de ombros. — Sebastian, leve-nos de volta para a casa de Carol.— ele me encara — Por favor!
—Achei que me faria procurar a mãe de Richard Di Giammargo e dizer a ela que ele esqueceu suas maneiras.
— Você é um demônio E por alguma razão estranha e estúpida, eu adoro isso.