Capítulo 5

608 Words
RICHARD A galeria é mais discreta do que eu pensava. Ela conhece mais da metade das pessoas aqui e todo mundo fica pedindo para ela comentar sobre a arte ou sobre sua última peça. Não estou acostumado a não ser o centro das atenções da mídia. Acho que ninguém dá a mínima para negócios em uma galeria de arte. Eu acho isso esplêndido. Para minha surpresa um jornalista com aquele ar fuxiqueiro para ao meu lado, já penso que fomos pegos e terei que ir embora. — Carol!— ele chama. — Leonardo!— Ela o abraça por muito tempo e seus olhos estão fechados durante isso. — A exposição é incrível. — Obrigado, Carol. Estou tão feliz que você veio... — Oh, eu não perderia por nada! — Ela me olha e sorri. — Oh Leonardo, este é Richard Di Giammargo. Richard, este é Leonardo Perry. A bela mente por trás de tudo isso. — Prazer em conhecê-lo— diz ele, estendendo a mão e eu pego. Acho que ele reconhece quem eu sou, mas não se deixa abalar. — Seu trabalho é ótimo, você é muito talentoso. — Obrigado— ele diz laconicamente antes de se voltar para Carol. — Então, você quer beber alguma coisa depois? O que você quiser meu benzinho... Esse cara não me vê parado aqui? Claro, Carol não é nada minha. Mas esse cara não sabe disso! Eu a ouço dizer que temos planos e a palavra me faz sorrir. Ele se afastou para falar com alguém quando Carol percebe a expressão no meu rosto. — O que foi?— Ela pergunta — É um ex? Um futuro? — Leonardo?— ela parece surpresa. — Sim. Ele pelo menos está na fila. — Eu acho que não — ela olha pra ele, com seus imensos olhos escuros — Não seja ciumento. Saímos de lá por volta das nove e devo confessar, tinha ciúmes daquela mulher, ela era o centro das atenções naturalmente. Ela traz uma pequena bandeja consigo e a segura para que ela entre no carro. Ela dá a bandeja para Sebastian assim que entramos. — Peguei somente os gostosos — ela pisca pra ele. — O que você está fazendo? — Sendo gentil? Ele teve que sentar aqui e esperar por nós! — Eu pago a ele para fazer isso.. — Ok senhor tenho dinheiro, mas não paga a ele por se manter aqui sem os canapés. Você não é alérgico a frutos do mar, não é?— Ela pergunta a ele — Tem alguns de salmão... — Não Senhora— ele ri. — Senhora? Você está brincando comigo. Você é mais velho do que eu. Se me chamar de senhora, vou ser obrigada a levar a bandeja de volta. — Obrigada Carol— ele agradece e me olha pelo retrovisor. — Ainda é muito cedo, quer ir para a minha casa? Podemos caminhar para onde estamos indo, dê a Sebastian uma noite de folga... — Eu vou precisar de uma carona para casa, Carol. — Oh, verdade. Eu posso te levar para casa mais tarde, ou você pode ir de Uber. — Eu tenho um Uber pessoal. — Touché. Mas seu Uber não tem folga? — Ok, pare de chamar Sebastian de Uber... — Você começou isso... — Que mulher audaciosa — dou de ombros. — Sebastian, leve-nos de volta para a casa de Carol.— ele me encara — Por favor! —Achei que me faria procurar a mãe de Richard Di Giammargo e dizer a ela que ele esqueceu suas maneiras. — Você é um demônio E por alguma razão estranha e estúpida, eu adoro isso.
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