Capítulo 4

2471 Words
Dom Greco “Que gostosa!”, pensei ao olhar para garota, enfrentando meu segurança, na entrada da área reservada. Ela me olhou por alguns instantes, me encarando diretamente, com seus olhos negros brilhantes. Era como se a reconhecesse de algum lugar, mas eu lembraria se tivesse transando com ela. Ela era linda e gostosa demais naquele mini vestido vermelho. Suas pernas bem torneadas, ficavam ainda mais bonitas com o salto. Eu só pensava em comê-la de quatro com salto e tudo. E em como ela iria borrar o meu p*u com seu batom vermelho. Ela ficou me encarando e eu fiz o mesmo. Adorava um desafio e acho que tinha conhecido um ótimo. — Vamos para um lugar mais reservado, docinho. – A loira ao meu lado esfregou a mão no meu peito, mas sinalizei para que ela saísse. Nada de loiras hoje, apenas a morena! Ela parou de me olhar, se virou e pegou o primeiro canalha que viu para dançar. Mas ela não estava interessada em dançar com aquele qualquer. Ela me olhava de canto de olho, enquanto se esfregava naquele i****a. Me levantei e caminhei em direção a ela. Meus seguranças me olharam e ficaram em alerta. Quando a alcancei, ela estava agredindo e derrubando o homem com uma joelhada no meio das pernas. — Seu merda! Você vai tocar em mim? Seu ridículo de merda! — Ela chutou o maldito ainda no chão. Fiquei bem atrás dela, a ponto de ela esbarrar em mim ao se virar. Ela tropeçou e eu a segurei. — Está tudo bem aí, lindinha? – perguntei. Ela tentou se ajustar e ajustar o vestido. — Estou bem. — Eu posso ajudar com o canalha? – Olhei para o homem caído no chão. — Eu não preciso de sua ajuda, eu sei me cuidar. — Eu percebi. – Eu dei um meio sorriso. Ela torceu o nariz, passou por mim e saiu andando. Segurei o seu braço no processo. Ela não ia fugir de mim tão fácil! — Para onde você vai? – Eu a questionei e ela ficou me olhando. — Desculpe, eu não sabia que precisava lhe dar explicação. Quem é você mesmo? — Eu fiquei confuso por ela não saber quem eu sou. — Talvez eu deva me apresentar. – Puxei seu braço, a fazendo chocar em meu peito. – Mas podemos fazer isso em lugar mais privado. – Ela me olhou feio. – Calma, só estou te chamando para ir para área que reservei. Logo ali. – apontei para trás dela. – Ela me empurrou e eu já estava saindo do sério. — Eu não estou interessada. Sr. Sabe lá Deus quem. — Não está interessada? – Mas que p***a é essa? – Como assim não está interessada? — O senhor já levou um não? — Na verdade, não. – E muito menos de uma simples mulher. — Sempre temos uma primeira vez para tudo. – Ela ficou me encarando. Me aproximei dela e segurei o seu queixo, não estava disposto a levar um não daquela mulher. Notei que a respiração dela ficou descompassada. Ninguém era imune a mim, ela também não seria. — Greco. Dominic Greco. Mas você pode me chamar de Dom. – aproximei nossos rostos. Ela segurou minha mão e tirou o seu queixo. Acabou sendo um pouco agressiva no processo. Meu corpo ardeu de fúria, mas logo apaziguei. Nada me atraia mais que uma mulher selvagem. — Eu não me importo com quem você seja. – Ela cuspiu suas palavras e saiu andando em direção a saída. Eu até pensei em ir atrás dela, mas fiquei ali me questionando quem ela era e porque tinha a ousadia de me desafiar. Com certeza ela não me conhecia ou, talvez, não fosse daqui. Voltei para minha mesa e me irmão estava devorando a loira, que estava comigo anteriormente. — Romeu! – gritei e bati no ombro dele. — O que foi, cara? – Ele olhou em volta. – Cadê a morena gostosa? — Ela foi embora. — Nossa, você levou um pé na b***a? – Ele começou a rir. – O grande Dom Greco, levou um pé na b***a?! — Vai se f***r, Romeu! – Segurei ele pelo colarinho e empurrei na cadeira. — Calma, irmão! – Ele levantou as mãos, em rendição. Recolhi minhas coisas na mesa. – Onde você vai? — Para casa. — Cara, você vai acabar com sua noite por uma garota? — Eu não estou acabando nada por uma garota. Eu nem conheço a garota, e você sabe que isso não é do meu feitio. Mulheres eu tenho aos montes, por que iria me preocupar com uma? Eu só não estou no clima hoje e amanhã tenho que ir ao encontro de Donnato. Ele está causando muitos problemas em Nápoles. Só não quero destruir uma boa noite de sono, com mulheres e bebida. Faz dias que não durmo. — Entendo. Sem contar que daqui a dois dias é o baile de máscaras. — Você sabe que eu não vou para esse baile i****a. — O papai vai ficar muito puto, se você não for. É algo da família. — Eu não me importo, Romeu. — Cara, você está caçando muitos problemas com o papai. — Eu sou um homem adulto, o capo da família. Não preciso me preocupar em caçar problemas ou não. – falei altivo. Meu irmão apenas revirou os olhos e voltou a dar atenção a loira. ***** Nápoles, Itália (Dia seguinte) Assim que coloquei os pés em Nápoles, fui atendido pelos homens do Donnato Galiano, chefe da área de Nápoles. Imaginei que minha chegada seria inesperada, mas, aparentemente, estavam todos me esperando. — Fui levado até a piscina da luxuosa mansão de Galiano, que estava cheia de mulheres e alguns homens. Ele estava sentado na espreguiçadeira, fumando um charuto. — Festinha particular? – ele me olhou e abriu um leve sorriso. — Eu estava esperando por você, Greco. Por isso preparei a recepção. — Estava? — Imaginei que depois da mensagem você viria. — Seu filho da p**a! Você me fez viajar até aqui de propósito? — O puxei pelo colarinho, o erguendo por cima da mesa. Seus homens sacaram suas armas e apontaram para mim, os meus fizeram o mesmo, apontando para os homens de Galiano. – Você acha que sou alguma das suas cadelinhas? Que dependo de você? Vou acabar com sua raça aqui mesmo. — Me matar é mesmo uma boa opção, diante da estabilidade que estão passando? – o empurrei na cadeira e o homem tossiu sem parar. — Se estamos passando por alguma coisa, é graças a sua inutilidade. – Me sentei na frente dele. – Agora me conta, como você conseguiu perder as rédeas em Nápoles, quando você só precisava controlar apenas um distrito? — Não se trata de ser apenas um distrito, Greco. Nós dois sabemos o porquê isso está acontecendo. — Não, eu não sei. — Eles querem chegar até você. Eles foram exatamente no dia que você estaria lá, mas por algum motivo do destino você não estava. A invasão do outro armazém também. Na minha concepção, eles acreditavam que iriam chegar a você. — E como chegou a essa concepção? — E como você não chegou? Vamos lá, Greco! Você é um homem inteligente, apesar de irracional, às vezes. — E você parece que adquiriu uma coragem dos deuses, para me chamar de irracional. — Desculpe, mas digo isso, porque às vezes você deixa as emoções falarem mais alto. Como essa cena de agora a pouco. Eu não sou seu inimigo, Greco. Estou aqui para lhe ajudar. — Me mandando mensagem dizendo que vai desistir de nos entregar os carregamentos? Ah, você realmente é muito corajoso, Donnato. Eu te mataria por menos. — Você tem que entender, que tivemos muitas perdas esse mês. Eu preciso pensar nos meus negócios. – Me levantei e virei a mesa a minha frente, dominado pela fúria. — Eu não me importo com você e seus negócios. O único motivo de você não morrer hoje é meu bom humor, Donnato. Agora mande a p***a dos seus homens guardarem suas armas, ou eu vou estourar seus miolos aqui mesmo. – Eu o soquei e ele caiu da cadeira com tudo. Ele tentou se recompor e sinalizou para os homens saírem. Voltei a me sentar na cadeira, tentando controlar a minha fúria, que geralmente só acabava com bastante sangue e ossos quebrados. Respirei ruidosamente e fechei os olhos, tentando encontrar controle. Mas dei de cara com uma bela surpresa ao abrir os olhos. A morena do bar caminhando em minha direção, vestindo um biquíni preto e uma canga em volta da sua cintura. Ela caminhou lentamente em minha direção, sem desviar o olhar ou piscar (Eu muito menos pude desviar o meu). Ela era uma visão dos deuses ou do inferno, ainda não tinha certeza. Mas algo em mim acendia o alerta de perigo, ao ver aquela mulher. Ela puxou uma cadeira e sentou ao lado do Donnato, colocando um lenço em sua boca ferida. Que p***a é essa? Meu corpo tencionou, e apertei o braço da cadeira. Meu estômago revirou em vê-la tão próxima ao Donnato. Queria arrancá-la de perto dele, a pressionar contra a parede e questionar o porquê dele ela ficou tão intima e me recusou. Ela interrompeu sua atenção ao Donnato e voltou a me encarar. — Vocês estão transando? – perguntei diretamente, causando um olhar de espanto em ambos. Ela olhou para Donnato, depois para mim. – Você é acompanhante? - prossegui. — E se eu fosse? Você não deveria ter um problema, já que faz uso. - murmurou, arisca. — Eu não tenho. Só não ia entender porque se recusou a ficar comigo na boate. Já que a questão é dinheiro, eu acho que tenho bem mais do que o Donnato. — Não, senhor Greco. A questão não é dinheiro e eu não sou acompanhante. — Vocês se conhecem? – Donnato nos olhou confuso. — Não, exatamente. Tivemos uma breve interação. – Ela respondeu e colocou a mão no ombro do Donnato. Eu mordi meus lábios de raiva. — Fiz uma pergunta. Vocês estão trepando? — Dom. Nós não... – Donnato se remexeu na cadeira. – Você sabe que sou casado. — Como se você fosse um exemplo de fidelidade. – bufei. — Ela é filha de um amigo. Está passando uns dias em Nápoles e eu a hospedei. — Que história m*l contada da p***a. Ela estava na Sicília dias atrás. — E eu tenho que me limitar aos lugares selecionados por você, senhor Greco? – Ela apertou os olhos. Ela era desafiadora e sexy para c*****o. – Estou aqui para conhecer vários lugares. — De onde você é? — Florença. — Qual seu nome? — Bella Bertolini. Mais alguma pergunta? – Ela me olhava firme a cada resposta, o que transmitia verdade as suas palavras. — Eu quero você. – Afirmei, sem pudor. — Bom, eu acho que vou deixar você a sós. – Donnato falou e se retirou. Levantei e caminhei em direção a ela, parando bem a sua frente e segurando seu queixo. — Eu não estou à venda. — E para se entregar de bom grado? — Por que eu faria isso? — Porque podemos nos divertir muito juntos. Você me deixa e******o para c*****o e podemos tirar proveito disso. – Ela sorriu. — Talvez. Mas como eu disse, eu não sou uma prostituta, você não pode me levar para um hotel e fazer o que quiser comigo, até perder a atração. Você terá que ser mais inteligente em seu convite. - seu olhos piscavam copiosamente. — Como? Ela se levantou e passou a mão do meu braço até o meu peito, causando um arrepio em meu corpo, que se instalou no meu p*u, que já pincelava minha cueca. Depois passou o dedo pelos meus lábios, dando um selinho para finalizar. Segurei sua nuca e a beijei de verdade, lambendo e sugando seus lábios macios e quentes. Passei a mão por seu pescoço fino e delicado, puxando um pouco para mim. Enfiei levemente a língua em sua boca, provando seu gosto, que era deliciosamente viciante. Meu quadril se encaixou bem acima da sua barriga, e uma ereção já preenchia a minha cueca. Geralmente um beijo não era o suficiente para me deixar e******o, mas aquilo me provocava algo inédito. Ela sugou o meu lábio inferior e colocou entre os dentes, causando uma leve dor. Eu gostava de um beijo mais selvagem, então aquilo só me deixou mais e******o. Cravei a mão em sua b***a, a puxando para ela sentir como ela me deixava. Senti seu corpo estremecer e ela cravou as unhas no meu braço. De início gostei da sensação de dor que ela me causava, mas depois senti que ela pesou demais na mão e interrompi nosso beijo. Me afastei para olhá-la, seus olhos castanhos brilharam raivosos, sua respiração dançava descontrolada. Podia jurar que ela ponderava entre me amar e me odiar ao mesmo tempo. Ela soltou meu braço, eu senti uma leve dor e notei a marca de suas unhas, formando pequenas feridas. — Desculpe. – Ela falou, olhando para o meu braço. — Vamos guardar a agressividade para o momento certo, querida. Talvez quando estiver de quarto em minha cama, eu possa ser um pouco mais agressivo. – Ela ponderou minhas palavras e apertou os olhos. — Me dá seu celular? – Ela estendeu a mão e eu dei meu celular. Ela escreveu algo e me devolveu. — Aguardo suas instruções. – Ela sorriu e saiu apressada. Me deixando com uma ereção gritando na minha calça. Confesso que nunca me senti e******o assim por uma mulher. Talvez fosse todo o mistério em volta dela e a espera. Ou talvez ela realmente me despertasse algo diferente, o que provavelmente seria um problema depois. Mas isso eu só iria saber depois que a tivesse na minha cama. Se eu iria tê-la e me saciar dela depois de um tempo, como todas as outras, ou se essa mulher ia destruir todas as minhas reservas. Peguei o celular e liguei para o meu irmão, que demorou a atender. — p***a! O que é, Dom? – Romeu, falou irritado. — É assim que você fala comigo agora, irmão? — Eu estava dormindo. – Ele bocejou. — Isso não é hora. Temos problemas a resolver. — Não poderei resolver se estiver exausto. — Perdeu a virgindade? - brinquei. — Vai se f***r, Dom! Fala, o que é? - murmurou, irritado. — Eu preciso de um convite para o baile de amanhã. — Você não precisa de convite para entrar no baile. — Não é para mim. E também preciso que faça uma pesquisa sobre Bella Bertolini. — Quem é Bella Bertolini? — Isso que eu quero saber.
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