O galpão abandonado ficava a dezenas de quilômetros do centro de Messina, escondido em uma área rural poeirenta onde os olhos da segurança de Alessio Marino não alcançavam. O silêncio do lugar era quebrado apenas pelo som metálico de carregadores sendo ejetados e encaixados. Eu estava debruçado sobre uma mesa de madeira gasta, sob a luz de uma lâmpada solitária. O mapa impresso do quarteirão do Mensa del Pane estava esticado sobre a superfície, as pontas presas por caixas de munição. Luca, um dos mercenários que eu havia contratado na capital, cruzou o piso de cimento e jogou duas bolsas de lona grossa no chão. O impacto surdo confirmou o peso do armamento. — Tudo o que você pediu — Luca avisou, limpando a poeira das mãos. — Fuzis automáticos, munição extra e os dois SUVs limpos, com pl

