O beco estava mergulhado no silêncio úmido que antecedia o amanhecer. Apoiei as mãos no batente sujo da janela basculante do banheiro e impulsionei o meu corpo para cima. A musculatura das minhas pernas e do meu abdômen gritou em protesto, lembrando-me de cada estocada lenta e profunda que Mattia havia dado em mim nas últimas horas. Passei os ombros pela fresta estreita e escorreguei para o lado de dentro, caindo com um baque surdo no piso frio. Fiquei agachada por alguns segundos, recuperando o fôlego. O cheiro de sexo, suor e do vinho de Mattia ainda estava impregnado na minha pele e na minha boca. Levantei-me apoiando na pia e liguei a torneira devagar para não fazer barulho. Esfreguei o rosto com a água gelada e enxaguei a boca repetidas vezes, tentando apagar os vestígios da profa

