Capítulo 44: Mattia

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O beco nos fundos da casa de penitência cheirava a poeira e umidade. Encostado no meu carro, eu tragava o cigarro, a brasa sendo o único ponto aceso na escuridão. O silêncio da madrugada em Messina era cortado apenas pelo latido distante de um cão. Carmine e Salvatore haviam deixado Aurora na porta da frente há menos de meia hora, após o término do turno no refeitório. Os guardas acreditavam cegamente que a filha intocável do chefe passaria a noite de joelhos no chão de pedra, rezando em isolamento até o sol nascer. Eu quase tinha pena dos coitados. Só o d***o sabia o que seria deles caso Alessio descobrisse a inutilidade deles. O ruído metálico da janela basculante quebrou a calmaria. Joguei a bituca no asfalto e me aproximei da parede. Aurora passou os ombros pela fresta estreita d

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