Acordei com a luz alaranjada do fim da tarde cortando as frestas da persiana do meu quarto. O meu corpo pesava contra o colchão, uma massa de carne moída e nervos expostos. Tentei me espreguiçar, mas a fisgada aguda na parte interna das minhas coxas me fez travar o movimento no meio do caminho. A musculatura do meu assoalho pélvico latejava em um ritmo surdo, um eco persistente da noite inteira de invasões que eu havia suportado na capela. Rolei de lado, sentindo o atrito do lençol contra os meus s***s sensíveis. As marcas das mordidas de Mattia na minha clavícula e no pescoço estavam em um tom arroxeado e feio, quase pretas sob a luz fraca. Eu era um mapa de manchas e dores que Alessio jamais poderia ler. Levantei-me devagar, sentindo os meus joelhos vacilarem. Caminhei até a penteade

