Capítulo 22: Mattia

1396 Words
O quarto cheirava a mofo envelhecido, poeira e madeira podre. O calor abafado da noite de julho transformava o cômodo pequeno em um forno. Mas para mim, aquele lugar era o maior dos troféus. Era o altar onde eu profanaria a filha de Alessio Marino bem debaixo do nariz dele. Eu já estava lá dentro há duas horas. Subornei o proprietário do prédio, arrombei a fechadura barata dos fundos e esperei no escuro, encostado na parede ao lado da janela, fumando em silêncio. Pela fresta da cortina encardida, vi os faróis do Lancia cortarem a rua de terra batida. O carro parou. Carmine e Salvatore desceram primeiro, os olhos varrendo as vielas escuras com as mãos nos paletós, tensos como cães de guarda em território inimigo. E então, Aurora saiu. Ela usava um vestido longo e recatado, o cabelo loiro preso em uma trança comportada, segurando um terço de madeira nas mãos. A imagem perfeita da virgem em penitência, caminhando para a sua noite de vigília e isolamento. Os guardas pararam na calçada, dando as costas para a porta de entrada para vigiar a rua. Eles passariam a madrugada inteira ali fora, suando no calor da Sicília, protegendo a pureza da primogênita dos Marino. Eles não faziam ideia do que aconteceria dentro daquelas quatro paredes. A maçaneta girou. A porta de madeira rangeu e se fechou com um clique metálico quando Aurora passou a tranca por dentro. Ela deu um passo para o centro do quarto escuro, soltando um suspiro longo. Antes que ela pudesse acender a luz, eu me desprendi das sombras. Minha mão espalmada cobriu a boca dela, abafando qualquer som, enquanto o meu outro braço envolveu a cintura fina, girando o corpo dela e a prensando brutalmente contra a madeira lascada da porta. O choque durou apenas um segundo. Assim que o cheiro do meu cigarro e da minha colônia bateu nas narinas dela, o corpo de Aurora derreteu contra o meu. — Os seus cães estão a menos de cinco metros daqui, do outro lado desta porta — sussurrei no ouvido dela, a minha voz grave raspando no silêncio do cômodo. — Se você gritar, eles entram atirando. Se você gemer alto, o seu pai descobre a p**a que você se tornou. Ela assentiu de forma frenética contra a minha mão. Quando soltei a boca dela, Aurora não hesitou. As mãos dela voaram para o colarinho da minha camisa escurecida, puxando-me para um beijo com sabor de saliva e submissão. Eu não tinha vindo para ser gentil. O meu p*u latejava contra o zíper da calça de alfaiataria com uma urgência violenta, dolorosa. Eu havia matado um homem inocente por essa noite, e ia cobrar cada segundo. Agarrei o tecido do vestido recatado dela, puxando a barra para cima, amontoando o algodão na cintura. Ela não usava calcinha. A filha devota de Alessio havia vindo para a sua reza nua por baixo da roupa, encharcada pela antecipação de ser fodida por mim. O nível de corrupção daquela garota era um vício que me injetava adrenalina pura. Abri o zíper da minha calça com uma mão, liberando o meu p*u duro e grosso de t***o. Sem nenhum aviso, sem preliminares suaves, ergui a perna direita dela, prendendo-a ao redor do meu quadril, e afundei meu cajado dentro dela de uma só vez. Aurora engasgou, os olhos revirando para trás na penumbra. O atrito cru do meu m****o largo esticando a b****a apertada e quente dela foi um choque elétrico na minha espinha. A umidade escorria pelos meus pelos pubianos ralos. Eu a prensei com mais força contra a porta e comecei a estocar. Rápido. Bruto. Fundo. O som úmido dos nossos corpos se chocando ecoava pelo quarto minúsculo. Cada vez que eu batia contra o quadril dela, a porta de madeira tremia sutilmente. Os guardas estavam literalmente do lado de fora daquela maldita madeira, vigiando a rua enquanto eu esfolava as paredes internas da mulher que eles deveriam proteger. Aurora mordia o próprio pulso para silenciar os gemidos, as unhas da outra mão cravando nos meus ombros através da camisa. A contração das paredes dela ao redor do meu p*u era insana. Ela gozou nos primeiros dez minutos, o corpo inteiro tremendo, a b****a espremendo a minha carne enquanto ela choramingava contra a própria mão. Continuei metendo sem dar descanso, aproveitando as contrações do orgasmo dela para intensificar o meu próprio prazer. Quando a exaustão daquela primeira rodada bateu, eu a peguei no colo, o p*u ainda enterrado dentro dela, e caminhei até a cama velha de molas no canto do quarto. Joguei Aurora de costas no colchão encardido. O vestido já havia sido jogado no chão, junto com o terço de madeira. Tirei a camisa social grudada de suor e a joguei longe. O calor do quarto nos banhava. Olhei para o corpo dela estirado nos lençóis baratos, a pele pálida e macia brilhando de suor, os s***s fartos subindo e descendo de forma acelerada. Ela era o meu território. Marcada, fodida e absolutamente entregue. Bebi um gole da garrafa de água quente que estava na mesa de cabeceira e me deitei ao lado dela. O descanso durou pouco. A fome que eu sentia não era humana. Rolei o corpo de Aurora, deixando-a de bruços no colchão. Puxei os quadris dela para cima, empinando a b***a perfeita na minha direção. O contraste do meu corpo grande e marcado por cicatrizes se sobrepondo à pele intocada das costas dela me deixava louco. Segurei a trança loira na base da nuca, puxando o rosto dela para trás contra o travesseiro, expondo o pescoço suado. — Empina pra mim, santuzza — ordenei, a voz grossa. — Me mostra como você reza de verdade. Mergulhei dentro da b****a dela por trás, arrancando um gemido sufocado que se perdeu no tecido do travesseiro. Dessa vez, mudei o ritmo. Lento e agonizante. Eu puxava o meu p*u quase todo para fora, até a ponta roçar a entrada úmida e inchada, e então afundava devagar, arrastando até o talo, sentindo cada milímetro do aperto dela me engolindo. — Mattia... — ela implorou, as unhas arranhando o lençol rasgado, o quadril rebolando para trás na tentativa de forçar um atrito mais rápido. — Por favor... mais rápido. — Você não dita o ritmo, Aurora — murmurei, soltando o cabelo dela para agarrar a sua cintura, os meus polegares cravando na pele macia, forçando-a a ficar no lugar. — Você só recebe o que eu decidir te dar. Continuei com a tortura lenta. Vi a pele dela se arrepiar, os músculos das costas tensionados, beirando a loucura. A fricção profunda e demorada estava levando Aurora ao limite. Quando percebi que ela estava à beira de explodir de novo, soltei o controle e acelerei. Bati contra ela como um animal, os tapas secos da minha pele contra as nádegas dela soando no escuro. Ela desabou no colchão, gozando pela segunda vez com uma força que a fez soluçar, o corpo inteiro contraindo em espasmos de puro êxtase. O aperto me levou junto. Soltei um rosnado baixo, a tensão acumulada nas minhas costas explodindo. Ejaculei no fundo da b****a dela, jatos quentes e espessos marcando o meu território na parte mais profunda que eu conseguia alcançar, manchando o útero da Famiglia Marino com a semente de Palermo. Caí pesadamente ao lado dela na cama apertada, o peito arfando. A respiração ofegante de Aurora era a única música no quarto abafado. As horas se misturaram em um ciclo de suor, sono quebrado e luxúria implacável. Nós fizemos de frente, de lado com a perna dela jogada por cima do meu ombro, fizemos a cama velha ranger até o limite de chamar a atenção dos guardas, recuando apenas para f***r contra a parede úmida do banheiro descascado. Quando a madrugada finalmente atingiu o seu ponto mais denso, eu estava encostado na cabeceira de madeira estilhaçada, fumando um cigarro. A fumaça azul subia no escuro. Aurora estava deitada no meu peito nu, a respiração calma, completamente apagada pela exaustão dos múltiplos orgasmos, coberta por marcas vermelhas que seriam impossíveis de explicar. Passei a mão pelos fios loiros e embaraçados dela, olhando para o teto podre do quarto. Faltavam apenas duas noites para o meu prazo acabar. Mas com o corpo nu dela esmagado contra o meu, a ideia de simplesmente ir embora de Messina parecia impossível.
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