MATEU
Jasmine estava guardando suas coisas, pronta para sair, quando chamei seu nome.
Ela parou no mesmo instante. Eu vi o corpo dela tensionar.
Ela sentia.
Quando virou para mim, o olhar era incerto. Como se lutasse contra algo dentro dela.
— Pode vir aqui?
Minha voz saiu baixa, mas firme.
Ela hesitou, mas veio.
Assim que entrou, fechei a porta atrás dela.
Seu corpo ficou rígido. Ela sabia que algo ia acontecer.
E eu não pretendia decepcionar.
...
Ela ficou parada, segurando a alça da bolsa, como se aquilo fosse lhe dar alguma proteção contra mim.
Mas não ia.
Cheguei perto. Perto o suficiente para sentir sua respiração falhar.
— Você tem evitado me olhar o dia inteiro.
Afirmei.
— Não é verdade.
Sua voz saiu fraca.
Inclinei-me um pouco mais.
— Então olhe para mim e diga isso de novo.
Ela ergueu os olhos, e ali estava.
O medo. O desejo. A confusão e aquele atrevimento. Um mistério que eu estava disposto a desvendar, eu anseio por isso.
— Eu…
Peguei seu rosto entre os dedos. Suave, mas firme.
— Dane-se.
E fui para cima dela.
Ela desviou rápido, mas não foi convincente.
Eu podia sentir.
A hesitação, a vontade de ceder, o calor que emanava de seu corpo.
Ela tentou falar, mas o som que saiu foi um suspiro entrecortado.
— Mateu…
Isso me fez sorrir.
— Nunca tive nada sério com Luana.
Seus olhos se arregalaram.
— Mas ela gosta de você.
Suspirei, segurando sua nuca com mais firmeza.
— E o que eu quero, não importa?
A luta interna dela era visível.
E então, como se um instinto assumisse o controle, ela ousou perguntar:
— E... O que você quer?
Sorri. Perverso. Certo de que havia ganhado.
— Você sabe o que eu quero.
Me aproximei , roçando os lábios nos dela sem beijá-la.
Minha voz saiu rouca. Baixa. Carregada de intenção.
— Eu quero você.
E então, ela cedeu, cedeu ao que sempre quis, eu vejo em seus olhos.
O beijo foi insano.
Forte.
Dominador.
Ela tremia em minhas mãos, mas não se afastou. Pelo contrário. Ela me puxou mais.
E foi nesse momento que eu soube:
Não ia ser fácil dividir essa mulher.
...
Ela se afasta, ofegante, excitada.
Quando seus lábios deixaram os meus, ela estava ofegante.
Os olhos brilhavam, cheios de dúvidas e desejo.
Mas então, ela soltou:
— Eu não entendo o que está acontecendo aqui… mas eu não sou um brinquedo para vocês usarem como troféu.
Firme. Direta.
Eu passei o polegar pelos lábios dela, apreciando o inchaço que o beijo deixou.
— Não, você não é.
Ela suspirou pesado. Mas eu senti.
Ela confiou no que eu disse.
Isso me deu uma vantagem.
...
Mas então o nome de Lorenzo surge
Jasmine se afastou, bagunçada.
Respirou fundo antes de dizer:
— Lorenzo me chamou para sair.
Meu sorriso sumiu.
— Quando?
Ela mordeu o lábio.
— Hoje. Na verdade, agora.
Minha mandíbula travou.
Ele jogou sujo.
— Você aceitou?
Ela não respondeu.
E isso foi o suficiente para eu saber que eu precisava fazer alguma coisa.
Joguei meu paletó sobre a cadeira e olhei para ela novamente.
Arquitetei meu próximo movimento em segundos.
Se Lorenzo queria jogar pesado…
Eu também jogaria.
— Eu vou com vocês.
Eu sabia que Lorenzo estava jogando sujo.
Ele não se deu ao trabalho da conquista. Ele foi direto.
E agora?
Agora, eu ia jogar sujo também.
...
LORENZO
Eu sabia que Mateu estava levando isso a sério, Mas sério do que achei, eu só não esperava que ele fosse tão sujo.
Só soube quando ele apareceu na saída, com aquele olhar frio e decidido, tive certeza.
Ele não ia facilitar para mim.
E eu não ia facilitar para ele.
....
Jasmine estava parada perto da entrada, os dedos inquietos na alça da bolsa.
Ela estava nervosa.
E eu sabia que não era só pelo fato de estar saindo comigo.
Ela estava pensando nele.
E Mateu sabia disso.
Quando ele apareceu, andando em nossa direção, vi o momento exato em que Jasmine prendeu a respiração.
Ela não olhou diretamente para ele. Mas eu vi o leve tremor em seus dedos.
E Mateu também viu.
Ele estava no controle agora.
E isso me deixou puto.
— Vocês não vão sozinhos.
Ele disse, parando ao nosso lado.
Jasmine ergueu os olhos pra me encarar.
— O quê?
perguntei.
Mateu cruzou os braços, a voz firme.
— Eu vou com vocês.
Eu ri, balançando a cabeça.
Filho da p**a.
Olhei para Jasmine, esperando que ela protestasse. Mas ela ficou quieta.
E isso?
Isso me disse tudo o que eu precisava saber.
Ela não estava apenas confusa.
Ela queria isso.
Queria os dois.
....
Levar Jasmine para uma boate não estava nos planos.
Mas agora que estávamos aqui?
Porque não?
Eu ia aproveitar cada segundo.
...
Liguei o motor, ajustei os espelhos e tentei não olhar para trás.
Mas era difícil.
Porque Mateu estava no banco do passageiro, relaxado, com Jasmine ao lado dele.
Livre acesso.
E eu?
Eu tinha que me concentrar na p***a da estrada.
— Você já foi a alguma boate antes, bonequinha? — Perguntei, apertando um pouco o volante.
Ela negou com a cabeça.
— Nunca.
Mateu e eu trocamos um olhar rápido.
Aquilo só deixava tudo mais interessante.
— Isso significa que também nunca bebeu? — Mateu perguntou, virando-se para ela.
— Só um gole de vinho no Natal.
Eu ri. Tão inocente.
— Vamos mudar isso hoje.
Vi pelo espelho o leve rubor nas bochechas dela.
Ela estava nervosa.
E, no fundo, sabia que essa noite não teria volta.
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Boate Privada - 21h00
A música pulsava no chão, as luzes coloridas piscavam como batimentos cardíacos acelerados.
Jasmine olhava em volta, encantada.
— E então? O que acha?
Perguntei, segurando seu pulso para que não se perdesse no meio da multidão.
— É… diferente.
Mateu sorriu, pegando uma mesa reservada para nós.
— Vai gostar mais depois de um drink.
Jasmine hesitou.
— Eu não sei se devo.
— Não se preocupe.
Peguei um copo e empurrei para ela.
— É doce. Quase não tem álcool.
Mentira.
Tinha álcool suficiente para deixá-la solta.
Ela deu um gole, fez uma careta no início, mas logo começou a gostar.
E eu soube ali que a noite estava prestes a mudar.
...
Jasmine já não era a mesma garota tímida que entrou aqui.
Os olhos brilhavam, os lábios estavam vermelhos pelo efeito do álcool, e o corpo dela se movia ao som da música.
E então, ela nos chamou.
— Venham!
A voz dela saiu animada.
Mateu ergueu uma sobrancelha.
— Tem certeza?
Ela riu, pegando nossas mãos e nos puxando para a pista.
De início, movimentos sutis e suaves, mas então…
Ela começou a se esfregar na gente.
Entre nós dois.
Exatamente onde deveria estar.
O corpo dela deslizou contra o meu, depois contra Mateu.
E quando ela olhou para cima, com um sorriso meio bêbado e safado, soube que ela já tinha se rendido.
Essa noite seria totalmente nossa.
....
Sala Privada - 23h15
A porta se fechou atrás de nós, e o som abafado da boate ficou do lado de fora.
O quarto era reservado, perfeito para o que ia acontecer.
Jasmine caiu no sofá de veludo, rindo, as bochechas coradas, seus dedos deslizava por seu lábios com aquele sorriso embriagado.
Mateu e eu trocamos um olhar.
Nenhum dos dois hesitou.
Nos aproximamos.
Mateu foi o primeiro a segurá-la pelo queixo.
— Se não quiser isso, diga agora.
Ela mordeu o lábio.
Mas não disse nada.
Sua roupa de secretária ainda presente deixava tudo ainda mais excitante, não era uma mulher que fazia tudo pra nós impressionar, era uma ingénua, cheia de pureza pra arrancar e isso era o que deixava tudo saboroso.
Sentamos ao lado dela, minha mão deslizou por sua coxa macia, sua saia levemente levantada, tudo era excitante. sua boca entre abriu e então, os beijos começaram.
Mateu abriu a largada.
Minha boca foi para o pescoço dela, enquanto ele tomava sua boca para si.
Jasmine gemeu baixo, as mãos segurando nossas camisas, puxando com ansiedade.
E então, eu provoquei:
— Você está gostando, não está? De ter nós dois, sua safada?
Ela sorriu, acenando que sim.
E isso?
Isso só nos incendiou ainda mais.
Mateu mordeu seu lábio inferior, os olhos escurecendo a cada arfadas que ela soltava, não diferente de mim, aquela mulher... estava nos deixando loucos.
....