O Lucas pegou o cartão com os dedos trêmulos, virando a placa preta onde reluzia em alto-relevo prateado o meu nome e o número direto do meu celular particular. — Doutora... eu não sei nem como agradecer. Se não fosse a senhora, os cara tinham me matado lá dentro — ele gaguejou, com os olhos marejados de novo, tentando segurar a marra de homem que a rua exigia dele, mas falhando miseravelmente. — Tu não tem que agradecer p***a nenhuma, Lucas. Justiça não é favor, é obrigação que a polícia esqueceu de cumprir — olhei fundo no olho dele. — Guarda esse cartão num lugar seguro. Se o meu irmão, se qualquer investigador daquela delegacia ou qualquer verme fardado aparecer na tua porta de novo pra te encher o saco, pra tentar te usar de bucha de canhão, tu não discute, tu não assina nada. Tu me

