A visão do nosso médico! ♥️?
Minha PA só anda alta kkk. Socorro!
- Doutor Lincoln, a Senhorita Catarina.
Arfo só de ouvir o nome, olha para Leyla que somente com a sobrancelha arqueada me diz tudo.
- Faça a entrar.
- Like meu anjo, achei que não queria me ver.- Ela tenta me beijar.
- Catarina, minha querida, você veio aqui ontem. O que te trazes aqui de novo?
- Sou o amor da sua vida e a gente um dia casa. Só a sua pequena que não me aceita, mas quando a gente casar, eu coloco ela de castigo.
- É sério isso? Você está implicando com uma criança?
- Aquela menina é um demônio não gosta de ninguém...
- Chega, saia da minha sala e em pleno sábado eu trabalhando, meus clientes estão me aguardando e da próxima vez que falar m*l da minha irmã, eu não respondo por mim.
- Você tá nervoso, porque nunca mais a gente saiu para f***r daquele jeito que você gosta.
- Catarina, nunca transamos, para de fantasiar, vou pedir para Afonso, o psiquiatra te internar.
- Não me chama de Catarina, é Cat. – Ela passa a língua nos lábios.
Essa fantasia da Catarina me preocupa, ela tenta me beijar, fala para todo mundo que é minha noiva, só por que uma vez a chamei para me acompanhar a um jantar beneficente em prol aos andarilhos da rua.
- Doutor, chegou aquele rapaz. – Catarina fuzila Leila e sai do consultório.
A Leila quando não gosta de alguém, eu identifico pela entonação que ela expressa.
- Seu Soares, boa tarde! Como está sentindo?
- O remédio que me passou, foi muito bom, já estou pronta para outra.
- Não diga isso, o senhor quase morre, com as facadas, levanta a blusa e deita.
Atendo meu último paciente, já são quase cinco da tarde, quando ouço uma voz familiar vinda da Tv e ao observar, vejo minha rainha do ébano, dando entrevista tão segura de si.
Desde o momento que a vi entrando naquela sala, no fórum para intermediar em relação ao furto do celular, não paro de pensar nela, as vezes meu lado adolescente é gritante, em pensar no cheiro que ela exala, a certeza no que fala, a forma que falou com a Siliane, que se tornou uma amiga e minha pequena já gostou também, principalmente de Dona Fátima, que mima demais.
Porém, estou do outro lado da cidade, terei que ir correndo para no máximo vê-la saindo do Fórum.
Chego ao fórum e a imprensa ainda está saindo, então tive sorte e irei ficar aqui, observando quando ela sair e a convido para comer algo, sei lá, só sei que quero vê-la, conversar, ter a companhia dela e ver mais uma vez aquele sorriso.
- Boa noite, Cláudia.
- Doutor, Lincoln! – Ela está linda.
- Eu vi o que aconteceu pela Tv e como estava perto, passei para saber se precisa de alguma coisa. – Estou completamente e******o.
- Boa noite, tem possibilidade de você levar a Cláudia? – Obrigado, Juiz.
- Claro, meritíssimo.
Ele fala olhando para ela e eu vibro por dentro, que sorte eu tive, devo uma consulta ao juiz, ele parece um pai bravo, passando instruções e esse atentado de hoje o deixou bastante abalado, fez com que um dos seguranças que eu nem prestei atenção no nome, fizesse nossa escolta, até ter certeza da nossa segurança. Ela tem um fusquinha branco de 2015, achei muito a cara dela, mas a mesma parece ter sido frustrada, contudo irei anima-la, assim espero.
- O Roger já foi.
Ela mudou de assunto quando eu a indaguei se eu tinha interesse por esta com ela e a convidei para tomar água de coco. Não quero um clima chato entre eu e ela, como se eu fosse um cafajeste atrás da pressa.
Fico surpreso quando a vejo, se abrir um pouco dizendo que é desconfiada e que só estava ali comigo, por ter sido obrigada, do jeito que ela falou fiquei meio sem graça e fui pegar outra água de coco e Flor a dona do quiosque já estava fingindo um desmaio, eu ameacei aplicar uma injeção, a mesma sai correndo gritando ao marido que eu estava a assediando, essa Flor é a minha alegria.
Estou indo em direção da Cláudia e levarei para casa, já que minha companhia não agrada, querer estar perto dela é uma coisa, aceitar ser tratado como um desconhecido com terceiras intenções é melhor me afastar, ao me aproximar pressinto seus braços em minha cintura.
- Cláudia, o que está sentindo? Porque está tremendo desse jeito. Vou te levar para casa, tá bom? Não consegue andar, é isso. Está me assustando, terei que pegá-la no colo.
- Lincoln, quer ajuda aí? – Flor me pergunta.
- Abra a porta do meu carro, vou carregar ela no colo. Ela começou a tremer e não sei o motivo.
Flor parte na minha frente e desce um pouco o banco do carona, quando tento colocá-la ela não desgruda de mim.
- Filho, fica com ela. Sua namorada quer atenção e ainda bem que arrumou uma mulher de verdade, né. Ela não é entojada como aquela, que trouxe aqui.
- Ela não é minha namorada e você e sua sinceridade é demais.
- Até você doutor com essa história de amigos, vocês perdem o tempo com isso sabia?
Ela me entrega a chave e sai reclamando, essa Flor não tem jeito.
Fico com Cláudia no meu colo e ela entrelaçada ao meu pescoço, a sua respiração está se acalmando e o corpo já não estremece tanto, me sinto culpado, por deixá-la assim.
- Te peço desculpas, Cláudia!
- Do quê. – Sua voz sai quase inaudível.
- Já havia dito que gostaria de estar em sua casa e eu a chamei para aqui e olha o que aconteceu.
- Não foi culpa sua.
- Mas, se quiser a levo ao hospital ou aonde você quiser.
- Posso ficar mais um pouco abraçado a você?
- Pode minha deusa do ébano.
- Deusa?
- Desde o primeiro dia que a vi.
Em segundos nossas bocas unidas em um beijo delicado, entretanto lembro-me do que ela falou em relação das pessoas se aproximarem dela por algum tipo de interesse e me sentir acuado, se é assim que posso expressar.
- Cláudia, por favor! Vamos parar. Não quero que me acuse de ter aproveitado da sua condição e beijá-la, por mais que eu a deseje. É melhor pararmos.
Vou para o lugar do motorista e assim saímos do estacionamento, me sinto péssimo, mas ela também não falou nada para amenizar minha dúvida, então, ela não queria me beijar.
Tá difícil juntar esses ♥️♥️
Alguém ajuda aí. ??♀️
O beijo aconteceu e agora o que é pra fazer? ??