bc

Uma estranha na italia

book_age18+
0
FOLLOW
1K
READ
playboy
bxg
lighthearted
city
brutal
like
intro-logo
Blurb

O sonho de princesa de Letícia Nunes era viajar — mas não para qualquer lugar onde ela pudesse simplesmente pegar um ônibus e ir. A mulher de cabelos enrolados e pele morena tinha sonhos maiores que isso: queria visitar a Europa, sendo mais direta ainda, a Itália.

Pois, segundo ela, ali era a verdadeira cidade do romance, e não Paris. Era apaixonada pela cultura, pelos costumes e, principalmente, pelas músicas do lugar — o que fazia sua avó revirar os olhos toda vez que os pousava na neta.

Decidida a mudar de vida e também ajudar sua família, Letícia decide fazer um programa de intercâmbio pelo lugar que lhe arrancava suspiros desde bem novinha. O único problema é que ela não pensava em voltar para casa quase casada e com mil e uma confusões na mala de viagem.

chap-preview
Free preview
Introdução
O dia sempre começou bem cedo na minha casa. Quando eu digo cedo, é tão cedo que ainda dá para ver o céu escuro do lado de fora. O motivo? Bom, infelizmente eu não tenho lá tanta opção e preciso acordar mais ou menos quatro e meia da manhã para ir trabalhar — ou, como algumas das minhas amigas gostam de falar: acordar cedo para se atrasar com calma. O meu nome é Letícia, vivo em São Paulo desde que me entendo por gente. Eu não moro com os meus pais, e sim com a minha avó, em uma casinha bem pequena no centro da cidade. O motivo? Bom, nunca consegui ser eu mesma com a minha mãe por perto. E não me entenda mal, ela realmente não é ruim sendo mãe, é só que... eu precisava e muito de um canto para respirar. Por causa disso, quando atingi a maioridade, fiz um acordo com a minha avó. E quando eu digo acordo, não pense em nada muito formal ou cheio de advogado. Foi mais um daqueles combinados de família mesmo, daqueles que a gente fecha com o olhar e sela com um prato de comida. Eu ajudaria nas despesas, daria uma mãozinha nas tarefas de casa e, em troca, teria o meu cantinho. Um espaço só meu, onde eu poderia sonhar alto, colocar música italiana no último volume e ninguém vir me perguntar se eu já arrumei um namorado decente. Minha avó, dona Célia, aceitou na hora. Disse que preferia me ter por perto do que me saber rodando por aí. E também, convenhamos, ela adora ter alguém para quem reclamar da novela das nove. A casa não é grande. Na verdade, se você espirrar na sala, corre o risco de bater com a cabeça na parede do quarto. Mas é aconchegante. Tem aquele cheirinho de café passado na hora e de roupa lavada que só casa de avó tem. O sofá é meio desbotado, a televisão é daquelas antigas, dessas que fazem barulho quando você aperta o botão, e a geladeira vive fazendo um barulhinho estranho de madrugada. Mas é o meu lar. E, sinceramente? Melhor um lar apertado com liberdade do que uma casa grande cheia de regras que não fazem sentido. Naquela manhã específica, aliás, o despertador tocou às quatro e vinte e cinco, como sempre. E, como sempre, eu apertei o soneca umas três vezes antes de finalmente jogar o cobertor para o lado. Minha avó já estava na cozinha, com o cabelo preso num lenço e o rádio ligado naquela estação que só toca música antiga. — Bom dia, dorminhoca — ela disse, sem nem virar para trás. — O café tá na garrafa. E olha que hoje você tem cara de quem vai se atrasar. — Bom dia pra você também, vó. Que incentivo, hein? Ela riu, aquele riso curto e gostoso que só ela tem. — Incentivo é o que você precisa pra sair dessa cama e ir atrás desse tal de intercâmbio. Ou você acha que a Itália vai vir até você? Eu parei com a xícara no ar. — Vó... você andou mexendo nas minhas coisas de novo? — Mexendo é uma palavra muito feia. Eu só dei uma organizada. Aquele monte de papel amassado no fundo da gaveta tava pedindo socorro. Revirei os olhos, mas não consegui segurar o sorriso. Era típico dela. Dona Célia nunca foi de respeitar gavetas alheias, mas também nunca foi de deixar de acreditar em mim. E, naquele momento, com o céu ainda escuro lá fora e o cheiro de café preenchendo a cozinha, eu senti uma pontinha de esperança. Quem sabe aquele ano não seria diferente? Se eu soubesse o que me esperava, talvez tivesse ficado na cama.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Dominating the Dominatrix

read
57.3K
bc

HIS FATHER'S LUNA

read
5.8K
bc

The Heiress's Choice

read
10.2K
bc

The Billionaire’s Accidental Baby

read
2.5K
bc

The Luna He Rejected (Extended version)

read
640.8K
bc

Ex-Husband’s Regret: My Billionaire Savior

read
1.1K
bc

“Daddy, Will You Ever Love Me?”

read
15.9K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook