Sua história

1790 Words
Laboratório de Química, Primeiro Ano  Webb Clint e eu estamos felizes por termos conseguido agendar essa aula juntos. A faculdade é definitivamente diferente.  Esperamos a assistente iniciar a conversa. Duas garotas altas com vestidos curtos e justos passam devagar por nós, nos dando grandes sorrisos. “Oi pessoal!” uma delas chama com um tom sedutor. “Prontos para o grande jogo em breve?” Engulo nervosamente e evito olhar para elas.  Clint apenas balança a cabeça e começa a procurar seu caderno na mochila. Observo algumas outras pessoas que já vi nas minhas aulas entrando. Vejo a porta prestes a fechar e uma garota de cabelos pretos e pequena passa correndo por ela antes de tomar assento.  A assistente começa a falar, nos informando que já temos duplas designadas, e diz: “Vou chamar seu nome e em seguida sua estação. Vocês podem encontrar seu parceiro de laboratório lá.” “Webb Jameson, Estação 7”, vou andando torcendo para que Clint seja meu parceiro.  “Clint Mitchell, Estação 9”. Droga! Esquece isso. “Sofie Riles, Estação 7”. Olho e vejo a garota pequena se aproximando. Ela coloca a mochila no chão e senta no banco ao meu lado. “Ryan Tanner, Estação 9”. O filho do assistente técnico? O vejo caminhando em direção a Clint, que revira os olhos para mim. Ele olha para o meu parceiro e sorri. Eu o encaro com medo.  A assistente dá as instruções e nos diz para começarmos nosso primeiro experimento. Decido encarar minha parceira. Ela olha para cima, Wow, ela é baixinha.  Ela ri baixinho “talvez eu devesse ficar em cima do banquinho para trabalhar com você.” Ela é linda. Pele levemente bronzeada e cabelos lisos e escuros presos em um coque bagunçado. Alguns fios escapam e se enrolam em torno de seu rosto. Ela tem um narizinho arrebitado e usa óculos verdes. Quando encontro seu olhar, congelo mesmerizado. Seus olhos são como piscinas douradas de mel. Literalmente consigo ouvir minha voz interna repetindo como um papagaio “garota bonita, garota bonita, garota bonita” inúmeras vezes.  “Sou Sofie”, ela diz suavemente e eu consigo apenas sussurrar “Webb”. “Olá Webb. Acho que deveríamos começar.” Ela puxa a folha de instruções para mais perto de nós e começa a trabalhar em nossa primeira tarefa.  Observo seus dedos ágeis se movendo enquanto começo a trabalhar ao lado dela. Ela não fala muito, o que é bom para mim. Meu cérebro se transformou em mingau. Na semana seguinte, ela se senta ao meu lado e olho para ela nervosamente. Ela me dá um sorriso amigável “Então, acho que você joga futebol.” Assinto, incapaz de falar. “Qual é a sua posição?” “Fim… fim da linha.” “Pronto para o seu primeiro jogo nesse fim de semana?” “Acho que sim.” “Você não fala muito, né?” Abano a cabeça. Queria poder falar com você, penso. Ela é tão bonita. E parece inteligente. Não está tentando flertar comigo como as duas garotas da semana passada.  Falando nelas, decidem passar ruidosamente por nós. “Ei bebê Webb.” Uma diz e olho para ela rapidamente. Ela nos disse seu nome, Laken ou Blakely. Algo assim. Já tinha esquecido porque não me importava. "Parece que você tem fãs." Sofie diz com ironia. "Time de dança." Murmuro e ela acena com a cabeça revirando os olhos. "Sim, elas não deixam ninguém esquecer quem são. Tudo que teria que fazer é mexer o dedo e elas estariam todas atrás de você. Você sabe disso, né?" Olho para ela alarmado. Com certeza não quero isso. "Não para mim." Murmuro e ela levanta uma sobrancelha. "Você é diferente, não é? Não é o estereótipo egocêntrico do jogador de futebol universitário..." Ela diz me observando. “Talvez.”  Agora ela sorri amplamente. “Ser diferente é ok, sabe? É uma mudança agradável em relação ao estereótipo de atleta convencido. Não vou te morder, Webb. E se mordesse, já tomei todas as minhas vacinas.” Agora ela está brincando e olho para ela com um pequeno sorriso. Droga, ela é linda quando sorri assim. Será que poderia convidá-la para sair? Não, não posso fazer isso. Ela deve ter um namorado em algum lugar. De jeito nenhum ela está solteira. Se é que posso conversar com ela. A assistente começa a falar e presto atenção. Depois da aula, a vejo se encontrar com uma morena alta que é tão bonita quanto ela. Elas estão rindo e conversando. Vejo dois caras se aproximarem delas e um deles coloca seu braço em volta dos ombros dela. Desvio o olhar. Eu sabia que ela tinha um namorado. Na semana seguinte, uma ideia me ocorre. Quero ver minha parceira de laboratório, mas ao mesmo tempo, não quero. Ela é tão bonita e eu vou me envergonhar. “Ei Ryan.” Grito para o parceiro de Clint enquanto ele está entrando. “Ei, Webb né?” “Sim. Você gostaria de trocar de parceiro de laboratório para essa aula? A assistente não se importa.” Ele pensa por um minuto. “Acho que posso. Você tem uma garota, não é?” “Sim, o nome dela é Sofie.” Ele acena com a cabeça. “Posso. É mais fácil para mim ter uma garota. Elas gostam de falar e aí eu posso apenas responder enquanto penso em outras coisas, como minha próxima busca de feiticeiro.” Ele sorri e penso em desistir. Talvez eu não devesse colocá-la com ele. Mas ele já está indo em direção à minha estação. Vou sentar ao lado de Clint, que me olha com uma expressão questionadora. Explico a ele e ele balança a cabeça para mim. “Você a colocou com ele?” Observo ela entrar, parecendo mais bonita do que na semana passada. Ela para abruptamente ao ver Ryan no meu lugar, olha ao redor me procurando. Não consigo encarar seu olhar e olho para meus pés. Vejo Ryan alguns minutos depois falando com ela e ele gesticula na minha direção com o polegar. A vejo franzir a testa e olhar para mim confusa, mas então sua expressão se fecha e ela se senta. Ela m*l fala com ele e apenas trabalha. Seu rosto toda semana depois disso é uma máscara vazia e sem expressão, e não ouço nenhuma brincadeira ou provocação com Ryan nunca mais. Webb-presente Eu a vejo pisar bem, na verdade não pisar, mais correr para longe de mim, me fazendo encolher um pouco. Eu e minha boca grande. Colby me encara e percebo que ele ouviu minha conversa com ela. Eu saio correndo, percebendo que preciso explicar e, com certeza, me desculpar. Eu chamo o nome dela, mas ela passa entre as pessoas ainda mais rápido. Eu não quero segui-la até sua aula, então paro do lado de fora da porta. Colby passa por mim "qual é o seu problema com ela, Webb?!" Sem esperar minha resposta, ele entra. Eu aperto minha mandíbula e espero por Clint e Manny para que possamos entrar na nossa sala do outro lado do corredor.  Vejo Delaney entrar correndo, parecendo preocupada. Clint franze a testa para mim "você gosta de machucar os sentimentos dela, Webb? Porque eu estava esperando que ela te desse um tapa por causa do que você disse." "Eu não quis falar daquele jeito. Eu quis dizer que ela estava presa comigo e não o contrário." Eu digo a eles, querendo bater minha cabeça na parede. Manny balança a cabeça "você precisa dizer isso a ela, Webb. Tenho certeza de que isso a machucou." Apenas aceno com a cabeça, desejando que ela saísse por um minuto para que eu pudesse explicar. Eu fico enrolado perto de garotas, especialmente as bonitas que têm olhos bonitos. Então eu falo algo e******o.  Sigo os dois para nossa sala de aula, resolvendo me desculpar assim que a aula dela terminar. Mas ela passa por mim e corre pelos corredores antes que eu possa chegar perto dela. "Merda, nem tenho o número do telefone ou o endereço de e-mail dela." Eu resmungo enquanto caminhamos. Clint me olha antes de suspirar. "Sorte para sua falta de jeito que eu sei que a Delaney a trouxe aqui hoje e elas estacionam no estacionamento C atrás deste prédio. Você provavelmente pode encontrá-la lá em uma hora, uma hora e meia. Se recomponha, Webb." Assinto.  Espero poder consertar parte disso. Me sentindo como um maldito cretino, espero no estacionamento depois de escapar um pouco mais cedo da aula. Os estudantes começam a caminhar em direção aos carros e vejo Delaney primeiro. Engulo meu nervosismo e me apresso em sua direção. Sofie está bem atrás dela, olhando para o chão enquanto caminha.  Coloco uma mão no braço dela "Sofie, hum, posso conversar com você?" Eu me encolho internamente ouvindo a tremulação na minha voz. Ela gira para me encarar.  "Por quê?" Ela pergunta baixinho. "Eu devo a você um pedido de desculpas e uma explicação." Eu digo a ela, colocando as mãos nos bolsos para que ela não veja que elas estão tremendo. Ela suspira "tudo bem, vamos lá." “Hum, poderíamos ir a algum outro lugar para conversar?" O estacionamento está ficando barulhento e eu preferia não gritar com ela. "Onde você tem em mente?" Ela pergunta. "Cafeteria ali na rua. Eu posso te levar para casa depois." A vejo considerando a ideia. "Ok, vamos lá. Delaney, se eu não voltar em duas horas, chame a polícia e diga a eles que foi o Webb Jameson." Não consigo segurar o sorriso com sua declaração e ela me olha de forma estranha.  "Uh, minha caminhonete está logo ali." Aponto para o grande caminhão branco e a vejo ir para o lado do passageiro. Destravo a porta e a abro. Percebo que ela terá que pular para entrar porque ela é baixa demais. "Sofie, posso ... posso te ajudar?" Ela se vira e acena lentamente. Agarro os dois lados da cintura dela e a levanto gentilmente para o assento.  "Obrigada.” Ela murmura. Não falamos nada na viagem de dez minutos. Ela desce antes que eu possa ajudá-la a sair. Ficando atrás dela na fila, tento conter meu nervosismo. Minhas mãos ainda estão tremendo e vejo o rapaz atrás do balcão me olhar preocupado.  "Você está bem?" Ele pergunta baixinho enquanto luto para inserir meu cartão.  "Yeah, eu vou ficar bem. Nervos velhos." Me viro e vejo Sofie me olhando também um pouco preocupada, mesmo que sua expressão esteja fechada. Volto a colocar minhas mãos nos bolsos rapidamente e vejo seus olhos seguirem o movimento. Depois disso, ela olha para longe enquanto esperamos nossas bebidas.
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