Cinzas e Promessas

1556 Words
A oficina parecia ter encolhido sob o peso daquela entrega. O som da chuva lá fora era apenas um ruído distante comparado ao som das respirações entrecortadas e ao atrito da pele contra a bancada de couro. YONA Eu estava em um estado de transe. A dor inicial da entrada de Seth havia se transformado em um calor pulsante que irradiava para cada terminação nervosa do meu corpo. Eu sentia Seth dentro de mim, um ritmo firme e liso que me fazia arquear as costas, mas minha mente estava fixada em Caleb. Ele estava logo ali, uma massa morena e robusta, observando cada reação minha com aqueles olhos pretos que pareciam queimar minha pele. Eu queria mais. Era uma fome insaciável, uma ganância que eu não sabia que existia sob minha fachada de menina comportada. Meus dedos se enterraram nos bíceps de Caleb, puxando-o para mais perto. Eu queria o peso dele, a força bruta que ele emanava. CALEB Eu via a transformação no rosto dela. A inocência estava sendo substituída por uma luxúria crua, uma necessidade que eu estava mais do que pronto para suprir. Seth recuou por um segundo, o suor brilhando em seu peito branco, e me deu o espaço que eu precisava. Eu não fui gentil. Eu a queria marcada pela minha possessividade. Quando entrei nela, senti o choque de sua musculatura se contraindo ao redor do meu tamanho. Era um encaixe diferente do de Seth; era mais denso, mais profundo. Yona soltou um grito que foi abafado pelo meu beijo, um som de puro êxtase e surpresa. — Sinta isso, Yona — eu rugi contra os lábios dela. — Sinta o quanto você foi feita para nós dois. YONA Caleb era como um motor potente em plena aceleração. A robustez dele preenchia cada espaço vazio, me fazendo delirar. Mas, enquanto ele se movia dentro de mim, as mãos de Seth não me deixavam. Ele acariciava meus s***s, seus dedos brincavam com meus lábios, e ele se posicionava atrás de mim, seu corpo colado às minhas costas, de modo que eu estava imprensada entre os dois volumes massivos. Uma imagem proibida cruzou minha mente, vinda das profundezas do meu desejo recém-descoberto: a ideia de ter os dois ao mesmo tempo, de ser preenchida completamente, sem espaços vazios. O pensamento me fez tremer de medo — meu corpo aguentaria tanto? — mas ao mesmo tempo, meu quadril subiu involuntariamente, buscando mais. — Vocês... eu quero... — tentei dizer, mas a voz falhou. — Eu sei o que você quer, boneca — Seth murmurou no meu ouvido, sua mão descendo para o ponto onde o corpo de Caleb se fundia ao meu. — Você quer tudo. Você quer o aço por todos os lados. — É demais para você agora? — Caleb perguntou, parando por um segundo, seus olhos pretos perfurando os meus, desafiando meu medo. — Ou você quer que a gente te mostre o que acontece quando o ímã para de lutar? SETH Eu via o medo nos olhos dela, mas via a fome por trás dele. Ela estava a um passo de se quebrar ou de se tornar algo indestrutível. Eu me inclinei, mordendo o ombro dela levemente, deixando minha marca. — Não tenha medo de nós, Yona. Tenha medo do que você vai se tornar quando não estivermos por perto para te segurar. Yona fechou os olhos, as mãos agarrando o moletom de Caleb e o cabelo liso de Seth ao mesmo tempo. A barreira do "impossível" estava desmoronando. Ela estava pronta para ser desmontada e reconstruída por aquelas mãos manchadas de graxa e pecado. O ar na oficina parecia ter acabado. O único oxigênio disponível vinha das respirações curtas e sincronizadas dos três. Yona estava no limite, o corpo vibrando como uma corda de piano prestes a arrebentar. O desejo de ser preenchida por completo pelos dois lutava contra o instinto de preservação, mas ali, entre o moreno robusto e o branco atlético, o medo não tinha mais espaço para respirar. YONA Eu sentia o p*u do Caleb dentro de mim, uma âncora de carne e osso que me mantinha presa à realidade enquanto Seth, lubrificava atrás de mim, era a promessa de um abismo que eu desejava saltar. Eu olhei para Caleb, meus dedos cravados em seus ombros largos, e vi o entendimento em seus olhos pretos. Ele sabia o que eu estava imaginando. Ele sentia minha pulsação interna implorando por seus p*us grandes e grossos. — Por favor... eu quero mais — o sussurro saiu mais como uma prece do que como um pedido. Eu não sabia se pedia para pararem ou para me destruírem de vez. CALEB Eu vi a hesitação dela ser devorada pela necessidade. Yona era pequena, mas a força com que ela se prendia a mim dizia que ela aguentaria o peso do mundo se fôssemos nós a entregá-lo. Eu olhei para Seth por cima do ombro dela. Não precisávamos de palavras. Éramos a mesma máquina, operando em frequências diferentes, mas com o mesmo objetivo. — Seth — chamei, minha voz saindo como um trovão baixo. — Ela está pronta para ter um or**mos que vai ficar toda molhadinha. Segure-a. Não deixe que ela desmorone antes da hora. SETH Um sorriso lento e predatório surgiu nos meus lábios. Eu me posicionei, sentindo o calor que emanava da união dela com Caleb. Eu era o toque final, a peça que faltava para o motor explodir. Com as mãos firmes na cintura dela, eu a guiei, sentindo o tremor violento que percorreu suas pernas pálidas. — Relaxa, boneca — sussurrei, beijando a curva do seu pescoço enquanto me preparava para a entrega total. — O aço vai te sustentar. YONA O mundo desapareceu. No momento em que a pressão se tornou absoluta, em que não havia mais um milímetro de mim que não estivesse ocupado por seus p*us grandes me preenchendo, eu entendi o que era a fusão. A dor foi um lampejo rápido, engolido por uma onda de prazer tão vasta que eu esqueci meu próprio nome. Eu estava suspensa. Caleb me segurava pela frente, seus braços morenos e potentes me mantendo erguida, enquanto Seth ditava o ritmo com estocada no meu C*#. Era uma sinfonia de pele, suor e o som rítmico do metal da bancada protestando sob nosso peso. Eu não era mais Yona, a órfã, a fugitiva. Eu era o centro de um universo de sensações brutas. Eu sentia o p*u pusante de Caleb contra o meu útero e o preenchimento de Seth logo atrás, criando um vácuo de prazer que me fazia ver luzes atrás das pálpebras fechadas. Eu não conseguia gritar; o prazer era tão denso que roubava minha voz. — Olhe para nós! — Caleb ordenou, e eu forcei meus olhos a abrirem. Eu vi os dois. Vi o suor escorrendo pelo peito de Seth, vi a veia saltada no pescoço de Caleb. Eles estavam entregues a mim tanto quanto eu a eles. A virgindade que eu protegi por dezoito anos não foi apenas perdida; foi sacrificada em um altar de prazer e proteção. SETH Ela estava delirando, os olhos revirando enquanto o clímax começava a tomar conta. Eu sentia as contrações dela, um aperto frenético que ameaçava me fazer perder o controle. Caleb rugiu, a face morena contraída em uma careta de êxtase puro, e eu soube que estávamos chegando ao fim daquela primeira lição. Quando o último tremor passou, a oficina voltou a ser silenciosa, restando apenas o som da chuva e o estalo do metal resfriando. Yona estava amolecida entre os dois, a cabeça pendida no ombro de Caleb, enquanto Seth a abraçava por trás, mantendo-os todos unidos naquela conexão profana e sagrada. Eles a conduziram para o fundo da oficina, onde uma pequena sala de descanso com um sofá de couro velho servia de refúgio. Caleb a carregou no colo como se ela fosse feita de vidro. — Você está bem? — Caleb perguntou, cobrindo-a com o próprio moletom cinza, que agora carregava o cheiro de ambos. Yona apenas assentiu, um sorriso fraco e satisfeito nos lábios sabendo que foi preenchida por dois homens que preencheram seus buracos de g*la quentinha. — Ele vai me encontrar? — ela perguntou, a voz pequena. Seth sentou-se aos pés dela, limpando uma mancha de graxa do rosto de Yona com o polegar. — Se ele tentar — Seth disse, os olhos castanhos brilhando com uma promessa letal —, ele vai descobrir que o aço de que somos feitos não enferruja. Ele corta. — Bebe um pouco — disse Caleb, entregando uma garrafa de água para Yona. Sua voz morena e rouca parecia carregar o peso de um segredo antigo. — Você está pálida. Yona pegou a garrafa com as mãos ainda tremendo levemente. Ela olhou para as próprias pernas, onde as marcas dos dedos deles ainda eram visíveis na pele branca. — Eu não sabia que o mundo podia parar de girar — ela sussurrou, olhando para Seth, que estava sentado no chão, encostado nos joelhos dela, observando a porta da oficina com um olhar de sentinela. — O mundo não parou, boneca — Seth respondeu, virando o rosto para ela. O cabelo preto estava bagunçado e os olhos castanhos brilhavam com uma satisfação perigosa. — Ele só começou a girar em torno de nós três.
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