Ana narrando Deitei na areia ainda quente do dia, sentindo os grãos grudarem de leve na pele. O céu estava mudando de cor devagar, como se alguém estivesse pintando tudo com calma demais: laranja, rosa, depois um dourado suave antes de virar azul. O som do mar sempre me acalma. É como se ele colocasse as coisas no lugar, nem que fosse por alguns minutos. Bia se jogou ao meu lado, esticando as pernas, enquanto Angélica ficou sentada, abraçando os joelhos, olhando o horizonte com aquele jeito leve dela. — Olha isso… — Angélica murmurou. — Parece até mentira. Sorri sem perceber. — É lindo demais — respondi. — Dá vontade de congelar esse momento. Ficamos em silêncio por alguns segundos, só ouvindo as ondas e algumas risadas distantes. A brisa da tarde passou mais fria, fazendo eu puxar

