Miguel narrando — Some daqui, Verônica — falei baixo, apontando para o corredor. — Antes que você fale coisa que não tem mais volta. Ela não se mexeu. Parou de rir. O rosto mudou. Ficou sério demais. c***l demais. — Quer saber a verdade, Miguel? — disse, firme. — Esse casamento vai ser a melhor coisa que podia acontecer. Cruzei os braços. — Pra quem? Ela inclinou a cabeça, os olhos brilhando de um jeito doentio. — Pra mim. — Porque a Ana vai sofrer. — E é isso que eu quero. O estômago revirou. — Sofrer por quê? — perguntei, seco. — Ela vai ter tudo. Casa, dinheiro, conforto. Nada vai faltar. Verônica soltou uma risada curta, amarga. — Tudo isso é fácil. — O que ela nunca vai ter é o que realmente importa. — E o que seria isso? — rebati. Ela chegou mais perto, falando qua

