76

1590 Words

Miguel narrando Mal tive tempo de recuperar o fôlego quando alguém começou a bater na porta. Não era batida educada, não. Era insistente. Repetitiva. Irritante pra c*****o. — QUEM É O DESGRAÇADO QUE FICA BATENDO NA PORTA DE MADRUGADA?! — rosnei, já me levantando. Catei a primeira coisa que achei pra vestir, enfiei o short às pressas, ainda xingando mentalmente todo mundo daquele hotel. A Ana continuava na poltrona, completamente relaxada, observando a cena com um sorriso travesso no rosto. — Miguel… — ela tentou falar, segurando o riso. — Nem fala — cortei. — Se for o Marcelo de novo, eu juro que— Abri a porta com tudo. Do outro lado… Um rapaz, boné, jaqueta térmica, segurando uma caixa de pizza. — Boa noite… — ele disse, meio inseguro. — Pedido do quarto oitocentos e— Fiquei

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD