O PLANO

1283 Words
-Está bem? Apollo pergunta assim que apareço ao lado dele. Você está toda vermelha. Tento fingir um leve sorriso. - Estou bem, só estou um pouco quente. As sobrancelhas de Apolo se estreitam quase se tocando. - Você viu algo desagradável, não é? Não, na verdade, acabei de deixar seu irmão com um t***o do tamanho da Torre Eiffel. Apolo toma meu silêncio como um sim e balança a cabeça. - Eu disse a Artemis que esta sala de velas não é uma boa ideia, mas ele me ignora. Porque o faria? Sou apenas o filho da família. Percebo uma certa amargura em sua voz doce quando ela diz isso. - Você não é uma criança. - Eu sou para eles. - Eles? - Ares e Artemis. Ele suspira e toma um gole de seu refrigerante. Até para meus pais, eles não me levam em conta na hora de tomar decisões. - Isso pode ser uma coisa boa, Apollo. Você não tem responsabilidades, isso é uma fase da vida que, segundo minhas tias, deveria ser aproveitada, quando for adulto haverá tempo para se preocupar com as coisas. - Desfrutar? Ele solta uma risada triste. Minha vida é chata não tenho amigos, pelo menos não é verdade, e na minha família sou um zero à esquerda. - Nossa, você parece muito triste por ser tão jovem. Ele brinca com a borda de metal de seu refrigerante. - Meu avô diz que sou um velho no corpo de uma criança Uh, vovô Hidalgo. A última coisa que ouvi dele é que ele foi internado em uma casa de repouso. Eles tomaram a decisão entre seus quatro filhos, incluindo o pai de Apolo. Pela tristeza em seus olhos, posso dizer que esta foi uma das muitas decisões em que não levaram em consideração. Aquele rosto inocente e bonito não deveria ter tanta tristeza, então eu me levanto e ofereço minha mão para ele. - Quer se divertir? Apollo me lança um olhar cético. - Raquel, eu não acho ... O álcool ainda circulando em minhas veias me motiva ainda mais. - Levante-se, Lolo, é hora de se divertir. Apollo ri e sua risada me lembra muito a de seu irmão, com a diferença de que a risada de Ares não soa inocente, mas sexy. - Lolo? - Sim, agora é você, esqueça Apolo, o menino bom e chato; agora Você é Lolo, um menino que veio se divertir esta noite. Apolo se levanta e me segue nervoso. - Aonde vamos? Eu o ignoro e o conduzo escada abaixo. Estou surpreso por não ter caído nesses saltos ao descer aqueles degraus. Vou ao bar e peço quatro copos de vodka e uma limonada, e obarman os serve na nossa frente. - Estás pronto? Apollo sorri de orelha a orelha. - Estou pronto. Antes que eu possa dizer qualquer coisa, Apollo toma um gole após o outro, com apenas alguns segundos de intervalo. Deixando os quatro pequenos copos ali vazios, ele olha para mim e eu vejo com horror enquanto ela tenta se segurar na barra enquanto seu corpo assimila tanto álcool de uma vez. - Oh merda, me sinto tão estranho. - Você está louco! Essas foram para mim! A limonada foi pra você! Apollo põe a mão nos lábios. - Opa! Ele pega minha mão e me leva para a pista de dança. - Apollo, espere! Ok, é aqui que as coisas começam a ficar feias. Meu plano original era brindando com Apolo - ele bebendo limonada - levando-o para dançar, apresentando-o a uma garota para falar, e então o deixando ir com um sorriso no rosto terno. É um eu tenho que dizer que meu plano foi um pouco maluco. Qualquer coisa que comece com excesso de álcool termina m*l. Foi assim que Dani, Apolo e eu acabamos em um táxi a caminho de minha casa, porque Apolo está tão bêbado que não podemos abandoná-lo no clube ou levá-lo para casa, onde provavelmente sua família lhe de a repreensão do século. Deixa eu te dizer uma coisa: lidar com um bêbado é difícil, mas transportá-lo é outro nível de dificuldade. Acho que Dani e eu tivemos duas hérnias, carregando Apolo escada acima da minha casa. Por que não colocamos lá embaixo? Porque só existe o quarto da minha mãe, e de jeito nenhum neste mundo eu deixarei Apolo passar sua embriaguez lá. Se ele vier e vomitar no quarto da minha mãe, meus dias neste mundo estão chegando ao fim. Jogamos ele na minha cama e ele cai como uma boneca de pano. - Tem certeza que você vai ficar bem? - Sim, minha mãe está de plantão no hospital e só chegará amanhã - Eu respondo a ela-. Você já me ajudou bastante, não quero te causar problemas com seus pais, vá embora. - Me chame de qualquer coisa, ok? - Calma, vai, o táxi está esperando. Dani me dá um abraço. - Assim que passar a embriaguez, mande-o para casa. - O farei. Dani sai e eu solto um longo suspiro, Rocky fica ao meu lado abanando o rabo. Apolo Hidalgo está deitado de costas na minha cama resmungando coisas que não entendo, a camisa aberta e o cabelo uma bagunça. Ele parece fofo e inocente, apesar de ter uma grande quantidade de álcool nas veias e um pouco de vômito nas calças. - Oh, Rocky. O que fiz? Rocky apenas lambe minha perna em resposta. Eu tiro os sapatos de Apolo e hesito em olhar para suas calças. Você deve tirá-los? Eles têm vômito. Eu pareceria uma pervertida se os tirasse? Ele é uma criança, por Deus, não o vejo com malícia nenhum. Determinada,tiro a calça e a camisa, que de alguma forma também se enchem de vômito, coloco-o na boxer e coloco-o dentro com meu lençol. O toque de um telefone me faz pular, não é o meu tom. Eu sigo o som e pego as calças de Apolo, pego seu telefone e meus olhos se arregalam para a tela. Chamada recebida Ares irmão. Eu o silencio e deixo tocar até que a ligação caia, e eu vejo quantas ligações perdidas e mensagens que ele tem de Ares e Artemis. Oh merda, eu não pensei sobre seus irmãos e pais obviamente se preocupando se ele não dormisse. Ares liga novamente e eu o interrompo. Não posso responder, ele reconheceria minha voz. Posso enviar uma mensagem de texto para você, mas o que eu digo? Ei mano Vou dormir na casa de um amigo. Eu dou para ele enviar, é isso, isso deve tranquilizá-lo. A resposta de Ares vem rapidamente. Atenda o maldito telefone agora. Ok, Ares não está nada tranquilo. E ele liga de novo, eu vejo em pânico enquanto seu nome me assombra na tela do celular de Apollo. Sinto que as horas passam e Ares para de ligar, um suspiro de alívio sai dos meus lábios e me sento na beira da cama aos pés de Apolo, que dorme profundamente. Pelo menos ele não vomitou. A tela do celular liga e me chama a atenção, eu verifico para ver se o Ares está ligando de novo, mas é apenas uma notificação de um aplicativo de celular chamado Encontre meu iphone. Encontre meu iphone! Este aplicativo é usado para localizar os computadores Apple que você registrou em uma conta. Se Ares o usar de seu Mac, ele pode obter as informações exatas de onde o telefone está em minhas mãos. Em pânico, jogo o telefone na cama. Me encontro! Eu sei que você me encontrou. Por que Ares sabe tanto sobre tecnologia? Por quê? Ele vai me matar. Ares está vindo atrás de mim e nenhum milagre pode me salvar.
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