Não entre em pânico, Raquel!
Não entre em pânico!
- Ah! Eu rosno em pânico, andando para frente e para trás no meu quarto.
Rocky me segue fielmente, percebendo meu pânico. Eu olho para Apollo,
que está além da terra dos sonhos.
Eu mordo minhas unhas. Ares está muito
zangado e vem atrás de mim.Como te odeio, tecnologia! Você me causou
muitos problemas ultimamente.
- Ok, acalme-se, Raquel.
Respire, uma coisa de cada vez, digo a mim mesma, agitando meu cabelo-. Se ele vier, você não abre a porta para ele, ponto final, nada acontece mais.
Sento-me na beira da cama, respirando fundo. A mão de Apolo está
pendurada para fora da cama. Rocky cheira e rosna, mostrando os
dentes. Ele é um estranho para ele.
- Rocky, não, vamos. Eu o conduzo para fora da sala e fecho a porta; isto
O mínimo que quero é que Rocky morda Apollo enquanto ele dorme, isso
complicaria ainda mais as coisa.
Não sei quanto tempo passa, mas bocejo. Eu verifico meu telefone e o
de Apollo, mas não há notificação, nem mesmo uma ligação. Será que
Ares já ficou calmo? O relógio na minha mesa de cabeceira mostra a hora:
2h43 da manhã.
Sim, é tarde, a noite voou para o meu banheiro e meu reflexo no espelho me dá um tapa três
vezes.
Uau, estou horrível. Meus olhos estão vermelhos, meu cabelo castanho está bagunçado, seus cachos apontando em diferentes direções.
O delineador
borrou sob eles, pareço o Coringa do filme do Batman. Você poderia facilmente
sair para assustar as pessoas.
Em que momento eu passei de super bem a fatal?
Chama-se álcool, minha querida.
Prendo meu cabelo em um coque bagunçado e lavo o rosto para tirar a
maquiagem. Descalça, saio do banheiro e vou para a cama. Eu me sento no
lado oposto de Apolo, o sonho é vencer a batalha. Estou exausta, minha
primeira noite de festa foi caótica demais para mim.
É um milagre que ele
não esteja mais no quinto sonho. Eu suspiro e esfrego meu rosto, meus
olhos estão fechando lentamente, a brisa que entra pela janela me dá
calafrios. Meus olhos se arregalam quando me lembro da vez em que Ares entrou no meu quarto pela janela.
- Merda!
Eu corro para a janela, mas no meio do caminho paro abruptamente.
A
silhueta de alguém é claramente visível através das cortinas.
Ares pula para
dentro do meu quarto, puxando as cortinas do caminho.
Oh f**a-se!
Como diria Dani em suas tentativas de inglês.
Ares Hidalgo está no meu quarto. Sua altura, como sempre, faz meu quarto parecer
pequeno.
Ele ainda está usando aquela camisa cinza com as mangas arregaçadas que fica tão bem nele. Seus olhos me olham com tanta frieza que juro que me dá calafrios. Ele está chateado, muito, muito chateado. Suas feições parecem tensas, seus lábios
estão tensos e suas mãos estão em punhos.
Toda a sua linguagem corporal indica que
preciso lidar com isso com cuidado se não quiser acabar como alimento para o deus
grego.
- Onde está?! Ele grita comigo, me surpreendendo. Eu
engulo e me aproximo dele lentamente.
- Ares, deixe-me explicar o que aconteceu.
Ares me empurra de lado e vai até a minha cama.
- Você não tem que me explicar nada. Seus olhos viajam para as roupas vomitadas de
seu irmão no terreno e o estado em que se encontra. Você o embebedou?
- Foi um acidente.
- Você me deixou no meio do caminho e foi embebedar meu irmãozinho?
- Era...
- Um acidente? Como você pode ser tão irresponsável? —Ele sacode o seu
irmão, mas Apolo apenas murmura algo sobre querer sua mãe e esconde a cabeça debaixo do travesseiro.
É só olhar para ele! Ele se endireita e me encara.
Você fez isso de propósito? Você queria tanto estragar minha noite?
Ele se aproxima de mim e eu fico no meu lugar, não vou deixar ele me
intimidar.
- Me escute bem, Ares, foi um acidente, eu servi bebida pra você e pra mim seu irmão pensava que eram para ele. Como não está acostumado, se embebedou de nada.
- Você espera que eu acredite nisso?
Eu dou uma risada sarcástica.
- Se você acredita em mim ou não, eu não me importo, só estou
falando a verdade.
Ares parece surpreso, mas depois sorri.
- A tenra menina tem caráter.
- Eu não sou uma menina, e a menos que você vá se desculpar por gritar comigo e entrar
assim para o meu quarto, não quero falar com você.
Vá embora.
- Com licença?
- Sim.
Ares suspira, mas não diz nada, então eu falo.
- Seu irmão não vai ressuscitar nas próximas horas, então você
Eu sugiro que você o deixe dormir e depois venha buscá-lo.
- Deixa ele dormir com você? Sobre meu cadáver.
- Você parece um namorado ciumento.
Ares sorri, ele está instável.
- Como desejar.
Ele se aproxima de mim e eu o observo com atenção.
- O que você está fazendo?
Ares pega minha mão e a leva ao rosto, pressiona seus lábios macios contra minha
pele.
- Com licença. Ele beija o interior da minha mão, seus olhos fixos
no meu-. Sinto muito, Raquel.
Quero gritar com ele e dizer-lhe que não basta um pedido de desculpas, mas aquele gesto
terno e a honestidade em seus olhos quando me disse isso me desarmam.
Minha raiva
desaparece e o formigamento no meu estômago retorna, o que sempre me preenche quando
estou perto de Ares.
Eu liberto minha mão da dele.
- Você está louco, sabia?
Ares encolhe os ombros.
- Não, só sei admitir meus erros.
Eu fico longe dele porque minha mente estúpida tem que lembrar quando Saí quente no bar.
Não pense nisso agora! Finjo verificar Apollo e ajustar o lençol que o
cobre.
Ares aparece do outro lado da cama e eu o vejo tirando os sapatos.
- Que diabos está fazendo? —Ele não diz nada, acaba com os sapatos e
Ele começa a desabotoar a camisa.
Ares!
- Você não espera que eu consiga sair desse estado? —Ele põe alguns olhos de
cordeirinho que me tira o fôlego.
Além disso, seria desaprovado se você
dormisse com um homem sozinho.
- E se for bem visto que dorme com dois?
Ares ignora minha pergunta e tira a
camisa.
Meu Deus, Virgem do Abs!
Posso sentir o sangue correndo para minhas bochechas, ficando vermelho como
um tomate. Ares tem outra tatuagem na parte inferior do abdômen e no lado
esquerdo do peito.
Seus dedos tocam o botão de sua calça.
- Não! Se você tirar as calças, você dorme no chão.
Ares me dá um sorriso torto.
- Você tem medo de não conseguir se controlar?
- Claro que não.
- Então?
- Apenas não tire.
Ele levanta as mãos em obediência.
- Como você diz. Vamos, hora de ir para a cama, bruxa.
Eu luto para não deixar meus olhos pousarem em seu corpo. Ares está sem
camisa no meu quarto. Isso é demais para mim.
Ele se deita no meio e deixa espaço suficiente para mim na margem. Agradeço ter uma cama grande e que Apollo esteja enrolado em um canto; do
contrário, não haveria como todos nós nos encaixarmos.
Nervosa,
cuidadosamente deito de costas ao lado de Ares, que está me olhando
divertido. Eu fico olhando para o teto sem mover um músculo, posso sentir o calor do corpo de Ares roçando meu braço.
Vou morrer de tensão s****l.
Pego meu travesseiro e o coloco entre nós dois
para ter uma sensação de proteção.
Ares ri.
- Uma almofada? A sério?
Eu
fecho meus olhos.
Boa noite, Ares.
Alguns segundos se passam quando o travesseiro é arrancado do meu lado, a próxima coisa que sinto é o braço de Ares me empurrando em direção a ele até que
minhas costas estejam contra seu peito.
Posso senti-lo completamente grudado nas
minhas costas, todo ele.
Ares me pressiona ainda mais contra ele, sua respiração
roçando minha orelha.
- Boa noite? Acho que não, a noite está apenas começando, bruxa. E você
me você deve uma.
Virgem do Abs, me proteja!