Capítulo 6

1720 Words
Mark deixou Emma no Hotel das Flores e seguiu em direção ao pub. Ainda era cedo e o movimento ainda não estava intenso como costuma ser no início da noite. O pub era uma mistura de bar com restaurante; o melhor da cidade, diga-se de passagem. Jeff, sócio de Mark, era o melhor chef de cozinha que aquela cidade já conheceu, além de Molly. Enquanto Molly arrasava com o cardápio de doces, salgados, tortas e pães, Jeff preparava pratos incríveis. - Como tá por aqui, Jeff? – Mark perguntou assim que entrou na cozinha. - Tudo tranquilo, Mark. Conseguiu resolver as coisas? – O amigo quis saber. - Sim. Que alívio, cara! Agora só o que falta é chegarem os materiais para começar a arrumar a casa. Jeff olhou desconfiado para o amigo. - Mark... nos conhecemos há quantos anos? – Jeff perguntou. - Não sei, cara... uns trinta anos? - É bem por aí mesmo. – Fez uma breve pausa, escolhendo bem as palavras. – Há muitos anos não te via tão emprenhado e entusiasmado em algo. Tem alguma coisa a ver com a novata? - Não tem alguma coisa a ver com a novata... tem TUDO a ver com ela. - Olha, cara... você sabe que eu te amo e torço demais pela sua felicidade e também acho que já estava na hora de você começar a viver de novo. Mas, por favor, vá com calma. Você não a conhece direito. - Eu sei, Jeff... Lembro do que aconteceu com Molly. Eu não suportaria passar por aquilo, de jeito nenhum. – Mark concluiu. - É por isso que estou preocupado com você. - Mas fique calmo... seu amigo aqui está com os pés no chão. Quero conhece-la primeiro, entende? Saber onde estou pisando, se é terreno seguro... - Fico feliz em saber. Mas diz aí, ela é bonita? - Ah... não sei. Você quem tem que me dizer, ora! - Como assim? Ainda nem vi a tal moça. - Ela disse que vem aqui mais tarde, aí você me diz o que achou. No entanto... só pra você saber: ela é perfeita! - Costumo confiar muito em sua palavra, mas deve vez quero tirar minhas próprias conclusões. - Tá certíssimo. Posso dar uma passada em casa pra tomar um banho? - Claro... vai lá! Aqui tá tudo sob controle. - Vou aproveitar e ir à casa de meus pais pra dar um beijo nas crianças. - Pode deixar que por aqui, eu me viro bem. - Valeu! *** Mark seguiu até sua casa com o objetivo de ficar um pouco mais apresentável para receber Emma que viria logo mais, à noite. A lembrança de mais cedo o fez sorrir. Havia algo em Emma que realmente atraia Mark – ele ainda não sabia se era o seu jeito frágil ou aquele jeito durona e independente que a fez largar tudo, não sei aonde, e se aventurar em uma cidade pequena que não conhecia. Ela era impetuosa; delicada como uma flor... gentil e sempre muito educada e amável. Mas ao mesmo tempo era corajosa e forte. Diferente de tudo o que ele conhecia. Claro que sua falecida esposa tinha inúmeras qualidades, no entanto, Emma fazia seu coração pulsar de forma diferente, mesmo em tão pouco tempo que se conheciam. Arrumou-se, perfumou-se e seguiu para a casa de seus pais. Desde a manhã daquele dia não via seus filhos, o que não era novidade nenhuma. Seu ritmo de trabalho no pub as vezes lhe prendia tanto que só via as crianças no dia seguinte, principalmente quando haviam muitos visitantes na cidade. Isso exigia copos sempre cheio e comida sempre na mesa aos estranhos passageiros. Não podia reclamar de nada. O pub era sua fonte de renda há muitos anos e a cada ano que passa Jeff e Mark incrementam algo novo ao ambiente que tem atraído cada vez mais clientes tanto da cidade quanto das redondezas. Aquela era uma cidade turística, o que significava que o pub precisava passar mais de doze horas seguidas, aberto. Todos os dias da semana. *** Chegou à casa de seus pais e se deparou com sua Mãe, um tanto quanto m*l humorada. - Oi, Mãe! – deu um beijo no topo de sua cabeça. - Como você está? - Não muito bem. – Respondeu a contragosto. - O que houve? – Quis saber de imediato. - Soube que você anda pra cima e pra baixo com uma mulher que m*l conhece. - Sim, é verdade. Não vejo por qual razão isso deveria lhe afetar tanto. – Respondeu de forma descontraída. - Você m*l a conhece e já tá todo solidário com ela. - Qual o problema nisso, Mãe? - Você é igual ao seu Pai. - Que bom que dessa vez me comparou com um bom exemplo, pelo menos. - Me preocupo com você. Nem a conhece e já tá passando tempo demais com ela. - Mãe, você mesma nos ensinou a ajudar sem olhar a quem e agora tá achando r**m que eu tenha ajudado uma pessoa? É isso mesmo? – Aguardou a resposta e quando ela não veio, continuou – Onde estão as crianças? - No quarto. Acabaram de fazer o lanche da tarde. - Passei só pra dar um beijo neles. - Eles estão te esperando. - Vou até lá. – Entrou para ir ao encontro dos meninos. *** Mark entrou no quarto e foi recebido com um grito uníssono: - Papai! - Oi, meus amores! Como vocês estão. - Estamos bem. – Foi Olívia quem respondeu. Tom voltou a sua concentração ao lego que montava no chão. - Papai passou só pra dar um beijo, dizer que amo vocês e que vou trabalhar até mais tarde hoje. - Tudo bem, Papai. Não esquenta. – Tom respondeu, ainda concentrado em sua construção. - Vocês estão cuidando direitinho da Vovó e do Vovô. - Eles não precisam, Papai. Eles já são adultos. – Agora foi Olívia quem respondeu. - Ué! Isso não significa quem não há coisas que vocês possam fazer para cuidar deles. - Por exemplo, o quê? – Questionou Tom. - Pegar um copo de água, ajudar a pôr a mesa do jantar, recolher a louça depois do jantar... São coisas que quando vocês fazem, mostram que estão tendo cuidado com eles também, sabia disso? - Não sabia. – O menino ficou pensativo após o conselho do Pai. - Agora o Papai precisa ir trabalhar, tudo bem? Dá aqui um beijo. – As crianças foram até ele, cada um beijou de um lado de seu rosto – Mais tarde volto pra buscar vocês. Sua Mãe vinha entrando no quarto quando ele ia saindo. Parou, olhou bem nos olhos de sua Mãe e disse: - Não quero que se preocupe, tudo bem? Sei me cuidar. Não vou fazer nenhuma besteira, tenha certeza disso. - Tudo bem, meu filho. Só não quero que se machuque. – Falou quase em um sussurro. Mark ignorou o ultimo comentário e concluiu: - Já vou indo. Mais tarde passo para busca-los. *** Retornou ao pub um pouco antes das sete da noite. O movimento já tinha dado uma leve aumentada e prontamente assumiu seu posto no atendimento. Os garçons já estavam a todo o vapor atendendo as mesas e pegando pedidos. A noite prometia que seria uma daquelas bem movimentadas como sempre era. Lá pelas oito horas, Molly e Emma entraram pela porta principal do pub. As duas haviam combinado mais cedo, sem que Mark soubesse, que iriam ao pub para que Emma conhecesse o lugar. Assim que entraram, despertaram os olhares curiosos de quem ainda não conhecia a nova moradora da cidade. Molly já havia explicado à Emma que o comportamento das pessoas seria esse mesmo, dessa forma, Emma não estranhou em nada que estivesse sendo o centro das atenções naquele momento. Não era acostumada com olhares em sua direção. As duas caminharam ao balcão, onde Mark as aguardava. - Bem que você falou como seria – Emma cochichou para Molly. - Conheço meu pessoal, gata! – Debochou. Ambas riram. - O que as madames estão cochichando aí? – Mark quis saber. - Falando que você tá arrumado demais para uma quarta-feira, não acha? – Piscou em cumplicidade com o irmão. - Peguei a primeira camisa que encontrei pela frente... Nada especial. Estava com muita pressa. - Hummm... Sei! – Molly conhecia Mark o suficiente para saber que era mentira o que ele estava falando. - Vocês querem uma mesa ou preferem ficar no balcão mesmo? - Uma mesa, por favor. As duas foram para uma mesa reservada onde, vez ou outra, Mark fazia uma pequena pausa para conversar qualquer coisa aleatória. Servir petiscos era a desculpa perfeita para aproximar delas e sentar por pelo menos cinco minutos e desfrutar da companhia de sua irmã e de sua mais nova amiga. - E aí, o que achou dela? – Mark perguntou a Jeff depois de, discretamente tê-la mostrado ao sócio. - Ela é muito bonita, cara... Será que não é comprometida? - Ainda não sei, mas pretendo descobrir muito em breve. - Aí... se quiser sair mais cedo, deixa comigo. - Não, Jeff. Ainda não. É cedo demais. Vai parecer que estou desesperado. Se eu fosse sair cedo seria para ir para casa mais cedo, com as crianças. - Tem razão. Precisa ir com calma mesmo. - Sim. Estou seguindo o conselho do meu melhor amigo e sócio. Os dois riram e voltaram os seus afazeres. *** - Querem música? – Mark se aproximou das duas e perguntou. - Só se for agora. – Molly respondeu imediatamente. - Já volto! De longe viram o rapaz mexendo no som, colocando uma música ambiente e agradável. Emma identificou imediatamente qual era e acompanhou a música em um sussurro. Era a mesma que ela havia tocado no piano na Cara Rosa. *** Caros leitores e leitoras, Siga meu perfil aqui na Dreame e siga também minhas histórias. Isso me incentiva muito a continuar escrevendo. P.S.: Todas as histórias estarão totalmente atualizadas a partir de 05.09.21 – Todas elas estão sofrendo segunda revisão, por esta razão, algumas estão incompletas. Como é a primeira vez que publico nesta plataforma, ainda estou testando. Mas prometo que todas as histórias estarão atualizadas a partir da data acima. Obrigada por lerem minhas histórias!  ***
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