CAPÍTULO 4

859 Words
1 Fiz uma reverência, afinal, eu estava diante da Octar. O ser mais poderoso e importante para o mundo das bruxas.  — Oh, filho, não precisa disso.— disse Hayla com a voz tradicional de uma velhinha. — Sente-se!  Não entendi o que ela queria dizer com isso, pois não haviam cadeiras na sala.  — Mas... Não têm cadeiras aqui... — questionei, um pouco envergonhado.  Ela abriu um leve sorriso. Era fofo.  — Como disse, meu jovem? — Octar falou, indicando algo atrás de mim com um movimento da cabeça. Eu me virei e lá estavam. Duas cadeiras. Uma para mim e uma para o Gregory, que estava de boca aberta olhando para Octar. Literalmente de boca aberta. Eu discretamente empurrei seu queixo para cima, fechando sua boca. Nós nos sentamos. Olhei para minha mãe, que estava logo atrás de Hayla. Ela parecia muito preocupada.  — Crianças, vejam bem — Hayla falou, se aproximando um pouco. Era possível sentir a força energética da magia vindo dela. — Nós estamos em perigo. Todas as bruxas e bruxos estão.  — O que está acontecendo lá fora? — Gregory perguntou. Confesso que a pergunta dele me pegou de surpresa, devido ao fato de ter ficado calado todo o caminho.  — Oh, jovem. É muito perigoso. E é justamente por isso que precisamos da ajuda de vocês. Todos ficamos em silêncio. Não passava pela minha cabeça como a Octar poderia querer nossa ajuda. Logo nós que não sabíamos nem fazer uma magia de luz direito. Quer dizer, eu não sabia fazer uma magia de luz direito, mas Gregory era extremamente inteligente e esforçado. A senhora voltou a falar:  — Aqueles que estão lá em cima, acabando com nossa pequena população de bruxos, são vampiros. — Ela fez uma pausa dramática. Aproveitei esse tempo para pensar se seriam os mesmos tipos de vampiros dos livros de lendas infanto-juvenil que tinham na biblioteca da escola. Será? Tipo, aquelas pessoas que sentem sede de sangue e mordem o pescoço dos humanos para se alimentarem? E que podem transformar pessoas comuns em outros vampiros, como eles? — pensei, enquanto a Hayla ainda fazia sua pausa dramática.  — Exatamente, Victor! — Disse a senhorinha. — Vampiros como os dos livros da biblioteca. Vampiros são seres mágicos, mortos, que se alimentam de sangue humano e matam cruelmente quem for preciso para alcançar seus objetivos. Espera, ela tinha lido minha mente!?  — Como... — Ia perguntar, mas fui interrompido por ela.  — Eu sou a Octar. O mínimo que deveria conseguir fazer, é ler a mente das pessoas, não é mesmo? — Ela falou, se apoiando na bengala que segurava com a mão direita.  — É... faz sentido. — Falei, pensativo.  Hayla 00:01 c 00:01 o 00:01 ntinuou:  — O primeiro vampiro do mundo, foi criado por uma bruxa daqui da aldeia. Muitos anos atrás. Mas, bem, isso não vem ao caso. O que realmente importa, é que esse vampiro começou a transformar vários humanos, criando assim o seu exército. E, agor... — Dessa vez, eu que a interrompi.  — É... Mas as pessoas são transformadas da mesma forma que é contada nas histórias? — Eu estava curioso.  — Sim. Os vampiros escolhem qualquer humano, cortam o próprio pulso ou a mão, e fazem os humanos beberem seu sangue. Quando o humano termina de beber o sangue de vampiro, ele é assassinado. Mas, por conta do sangue de vampiro no organismo, o humano não morre, e sim volta a vida como um vampiro. É complicado... — Ela me respondeu. Apenas assenti, deixando ela continuar. — Bom, continuando... Agora, os vampiros nos odeiam pela maldição que nossa bruxa jogou neles e por termos matado seu rei. O vampiro primata.   Eu soltei uma risadinha involuntária. Minha mãe me encarou com um olhar de brava. Não me julgue, eu só consegui lembrar dos macacos primatas.  — Posso continuar, Victor? — Octar perguntou, um pouco incomodada com minha reação.  — Claro, senhora! Me desculpe. Não irá se repetir.  — Eles conseguiram levar a pedra da vida, que era algo de nossa posse. Uma pedra poderosíssima. Essa pedra, se usada por mentes poderosas e inteligentes, é capaz de acabar com qualquer ser existente na terra. E agora, eles descobriram que não conseguem desencadear o poder da pedra porque eu, a Octar, estou bloqueando a saída da magia da pedra com minha força. Então eles vieram atrás de mim para me m***r, e poderem liberar o poder da pedra para fazerem a a**a mais poderosa de todos os tempos. Algo que eles vêm tentando fazer desde o ano de 1947... — Hayla parou, respirando fundo. — A única maneira de conseguirmos vencê-los e preservar o meu poder, é passando ele para um templo especial. Um templo puro.   Eu não sei o motivo, mas naquele momento eu soube que ela se referia a minha mãe.   — Sua mãe. Ela é a única que pode preservar minha magia. Ela precisa se tornar a nova Octar da aldeia. — Ela parou e me encarou. Minha mãe também me olhava.  — Espera, o que? — Pisquei o olho com força para ter certeza que não era um sonho. Não era.
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