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Olhei para Gregory e ele estava encantado tanto quanto eu. Nem parecia lembrar do que estava acontecendo lá fora ou até mesmo de Est... MEU DEUS! A Ester. Ela ficou na beira do rio, sozinha. — Lizz! — Gritei, chamando a curandeira pelo apelido.
Ela se virou para mim. — Pois não? — Perguntou, ainda andando em linha reta.
— A Ester! Ela está lá em cima sozinha! Nós precisamos ir buscá-la. Por favor! — Falei, extremamente preocupado.
— A menina! Vocês estão loucos!? — Lizz arregalou os olhos, indignada. — Venham, vou deixá-los com sua mãe e Octar e vou buscar a criança lá em cima. Agora, depressa! Ela começou a correr, então, a acompanhamos. Pensei durante algumas vezes em correr para o lado oposto e ir buscar Ester, mas decidi continuar seguindo Lizz.
— Chegamos! — Disse a curandeira, para minha mãe, que nos esperava angustiada na porta de uma caverna bem elaborada. Provavelmente fora construída pelos arquitetos de Saprah, os filhos da bruxa mais inteligente da aldeia. Eles construíram quase tudo na aldeia. Mamãe nos abraçou, como se não nos visse há meses.
— E Ester, onde está? — Ela olhava para nós três.
O silêncio tomou conta.
— Onde? — perguntou novamente, porém mais agitada agora.
Elizabeth tomou a frente e disse: — Senhora... Sua filha está lá em cima, na aldeia. Estou indo agora mesmo buscá-la. Não se preocupe, não vou deixar nada de r**m acontecer a ela! — A curandeira falou, levantando o rosto.
— O quê!? Lá... Sozinha? — Minha mãe começou a tremer e foi possível ver uma lágrima se formar no canto do olho e escorrer pela bochecha. Sem falar mais nada, a curandeira saiu depressa, em direção a escadaria, que estava bem longe por sinal.
— Mamãe, deixe-me ir com ela, eu posso ajudar! — implorei. Como falei lá atrás, não me perdoaria se algo acontecesse a Ester.
Minha mãe enxugou a lágrima com as costas da mão e me respondeu:
— Não posso deixar vocês saírem daqui sem antes explicar tudo o que precisam saber. Venham comigo, meus amores... — Ela falou, olhando para longe, na esperança de ver Lizz chegando com Ester nos braços. Mas não tinha nada. Mamãe pegou nossas mãos e nos guiou até uma sala dentro da caverna. Era uma sala feita de pedras. Com uma mesa também de pedra no meio. A sala não era muito grande, era em formato de círculo. Lá no meio, na frente da mesa estava ela. Hayla. a Octar. Eu já tinha a visto algumas vezes, mas não muitas. Ela não era muito de subir para a aldeia. Agora eu entendia o motivo, aquele lugar era perfeito. Os jardins, as borboletas... O cheiro... Era tudo lindo!