No meu mundo há duas maneiras de conseguir o que queremos de forma rápida e discreta: subornando e ameaçando. Talvez as duas coisas juntas, ou separadas, não há ordem, só rapidez e dinheiro. Mas eu não posso fazer nenhuma com a Joyce, seria insanidade e um pedido claro para eu mesmo assinar o meu atestado de óbito. Então, o que me restou foi depender do meu charme infalível— que estou até duvidando da sua eficácia, já que ela me desprezou várias vezes. Me deixando com o ego um pouco — lê-se: muito — ferido. Desde pequeno fui acostumado a ter tudo que queria na mão, era só fazer um beicinho, pedir com jeitinho e, puf, estava ali na minha frente. Ao longo do tempo, com as mulheres precisava apenas sorrir, falar algumas palavrinhas mansas e eu as tinha com as pernas abertas para mim. Ma

