— Não vou te dar detalhes sobre o meu passado, ainda mais com a minha mãe horrível. Quer pensar que fui eu quem roubou? Ótimo, pode falar, não me importo. Entro no banco do passageiro. — Vamos. Vou embora daqui a alguns dias e preciso deixar tudo pronto. Felizmente, ele decide não insistir no assunto e entra no carro também. — Ah, e você me deve um óculos novo. A viagem é silenciosa, mas não um silêncio confortável. É pesado, cheio de coisas que nenhum de nós diz. Olho pela janela, vendo luzes que não reconheço, ruas que não me interessam, enquanto a minha mente repassa tudo o que acabou de acontecer. — Você não vai ficar na mansão hoje à noite. Ele finalmente diz. Franzi a testa. — O quê? — Você vai ficar em um dos meus apartamentos. — Por quê? — Porque quero que você fique longe

