Saímos do shopping; o ar lá fora parece mais pesado que o normal. Estou prestes a dizer algo quando uma voz nos interrompe. — Senhoras... Viramo-nos lentamente, e lá estão eles... Dois seguranças, com as expressões mais sérias que já vi, braços cruzados. O meu estômago se revira. — Precisamos revistar as suas bolsas. Nara sorri. — Claro. Ela entrega a dela, e os seguranças praticamente a sacodem. Vazia. Franzi a testa. Como...? — A sua, por favor. Disse o segurança, olhando para mim. Não me mexi. Algo não está certo. Tem alguma coisa errada. Muito errado. — Senhorita? Engoli em seco. Não tenho outra escolha, nenhuma saída. Entrego a bolsa. O zíper faz um clique alto demais quando ela a abre. Parece que tudo está acontecendo em câmera lenta, e

