°•~~~~☠️~~~~•° Lorenzo. O ar na varanda fica irrespirável. Nara ainda está parada à nossa frente, o peito arfando, uma das mãos agarrada ao batente da porta como se precisasse se segurar para não cair. Virginia está atrás de mim. Consigo sentir a sua respiração ofegante, a tensão emanando do seu corpo, a mistura de fúria e dor vibrando dentro dela como uma corda prestes a se romper. Nara, por outro lado, já estou destruída. Olho para Nara e sei que não há saída elegante para isso. Não há frase que possa suavizar a verdade. Não há mentira grande o suficiente para encobrir o que ela acabou de ver e ouvir. Então, faço a única coisa que posso fazer. Eu a confronto. — Não vou mentir para você. Digo finalmente, minha voz grave e firme, embora por dentro eu sinta o peso de cada palavra co

