O sol tava se pondo e o morro parecia um forno. Eu tinha passado o dia inteiro resolvendo parada com o Guto, vendo umas coisas da boca, conferindo o corre dos moleque… e tudo que eu queria era chegar em casa, jogar o corpo no sofá e ver a Serena ali, do jeitinho dela, com aquele sorriso s*******o e os olhinhos brilhando. Subi o beco com a cabeça cheia, o radinho apitando na cintura. O morro tava calmo demais — e quando tá calmo demais, é sinal que alguma coisa tá errada. Cumprimentei um ou outro no caminho, entrei em casa, joguei o boné no sofá e… silêncio. — Boneca? — chamei, já meio de canto de boca, esperando ela aparecer da cozinha, com aquele jeitinho dela de andar leve, tipo quem ainda se acostuma a ter um lar. Nada. Subi o olhar pro corredor. Quarto vazio. Banheiro vazio. Fui pr

