A noite no bordel de Vera estava estranhamente silenciosa. Não era um silêncio natural — era o tipo de quietude que antecede desastre, como se até as paredes segurassem a respiração.Vera caminhava de um lado para o outro no corredor principal, salto batendo no chão gasto. A maquiagem estava impecável, o perfume doce, mas a expressão… estava rachada. O prazo que ela inventara para entregar Serena e Isadora ao comprador chegou ao fim, e ela não tinha nada. Nada além de medo. As meninas do bordel cochichavam nos cantos. Nenhuma delas ousava encarar a dona. Todas sabiam que o clima estava estranho, mas nenhuma imaginava o motivo. Até que a porta da frente… explodiu. Literalmente.Um chute. Uma pancada sea, a madeira aberta como se fosse feita de papel.E ali, parado no batente retorcido da p

