A manhã começou com cheiro de café e o som das panelas batendo. Eu gostava de acordar antes do morro abrir os olhos — era o único momento em que o silêncio ainda existia. O sol nascia por trás das casas apertadas, riscando o céu com aquele tom alaranjado que m*l durava cinco minutos. Peguei o ** de café, pus na cafeteira e deixei o cheiro preencher o ambiente. Enquanto o líquido descia, mandei mensagem pra um dos vapores. — Passa na padaria e traz pão, queijo, leite e umas frutas. Tudo fresco. — Escrevi seco. O moleque respondeu com um “já é, chefe”, e eu larguei o celular em cima da mesa.Serena ainda dormia quando levantei. Ou pelo menos achei que dormia. Quando virei pra pegar a garrafa térmica, vi movimento na escada. Ela vinha devagar, um passo de cada vez, segurando no corrimão. T

