JESSICA - PRESSÃO

882 Words

O céu ainda estava meio roxo quando Jéssica chegou no mercadinho na manhã seguinte. Ela dormiu m*l. O peso das palavras de Vitão rodava na cabeça dela como um motor ligado a noite inteira. “Tem coisa grande. Coisa que nem os vapores sabem.” Ela sabia que aquilo podia ser a chave para muito mais do que os homens do morro imaginavam — mas também sabia que precisava de calma. Não adiantava correr. Com gente como Vitão, correr é o jeito mais rápido de morrer. Mas antes mesmo de ela abrir a porta do mercadinho, recebeu mensagens de dois nomes conhecidos: Rato e Mauricinho. Encostou na mureta, com um café em copinho descartável, olhar atento com a impressao de esperando a hora de trabalhar. Eles esperavam por ela. E não pareceram satisfeitos. Mauricinho: Dormiu? Jéssica: Mais ou menos.

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD