Vulcano narrando Eu tava prestes a entrar na gostosa da Jane. A boca dela ainda quente na minha, o corpo dela colado no meu, a mão dela agarrada na minha nuca, a respiração dela descompassada batendo no meu rosto. O clima quente, a pele suada, o cheiro do perfume dela misturado com o cheiro do desejo. Eu já tava com a mão na coxa dela, subindo devagar, sentindo cada centímetro daquela pele macia, quando o telefone vibrou igual doido no criado-mudo. Três vezes. Sem parar. Olhei a tela. Mensagem atravessada, áudio por cima, rádio chiando no fundo da sala. O Regente mandando áudio. O Carrasco mandando texto. O meu pai mandando mensagem no meu telefone pessoal — e ele não manda mensagem nem no meu aniversário. Não precisei nem ouvir direito. Invasão. Rocinha. Eu só parei um segundo, re

