Capítulo 01 Vulcano
Vulcano Narrando
Eu não dormi.
A noite foi de plantão lá na laje da contenção, rádio chiando no ouvido, olho varrendo viela, mente ligada no 220. Quando o morro dorme, eu fico mais acordado ainda. Porque é nessa hora que os vacilão tenta crescer. É nessa hora que o rato sai do buraco pra tentar fazer o que não faz com luz do dia.
Plantão de verdade, sem moleza. Três da manhã, pé na laje, olho na boca, escutando cada barulho, cada moto subindo ladeira, cada passo errado na escadaria. O rádio não calou a boca a noite inteira. "Tudo tranquilo na 17. Morro azul na 25." Esse é o código que a gente usa. Quando o rádio fala que tá azul, é porque tá tudo em paz. E graças a Deus, a noite inteira foi azul.
Mas azul não significa moleza. Significa atenção. Significa que os homem tão no lugar certo, de olho aberto, dedo no gatilho, mas sem precisar usar. Esse é o meu normal. Esse é o corre que ninguém vê.
O céu clareando devagar, aquele azulzinho fraco nascendo lá no fim da linha do morro, cheiro de café subindo das casas, moto subindo ladeira com pão e leite, barulho de portão de ferro abrindo, e eu ali, em pé, olhando tudo. Os primeiros raio de sol batendo na laje, a favela acordando devagar igual onça preguiçosa. Esse é o momento mais bonito do morro. Quando o dia começa e tudo ainda tá em paz.
Desci da laje já com o dia nascendo, os músculo cansado, a vista pesada, mas a mente ligada no 220. Fui direto pra boca. O movimento já tava começando. Os cria abrindo as parada, o pessoal chegando pra comprar, a correria de todo dia.
Regente tava encostado na parede, fuzil atravessado no peito, olhar de quem também não dormiu nada na noite passada. Carrasco sentado no engradado de cerveja virado, contando dinheiro com a calma de quem faz isso desde moleque, calma de quem sabe o valor de cada nota porque suou por cada uma.
Os dois é meu braço direito. Se alguém perguntar o que eles são, eu respondo simples: confiança. Confiança de verdade. A parada que não se compra, não se vende, não se negocia. Confiança é o bagulho mais caro que existe no morro. E esses dois tem a minha.
— E aí, chefe — Regente falou, jogando o queixo pra cima com aquele movimento preguiçoso de quem já sabe a resposta antes de perguntar. — Madrugou de novo, né?
— Madrugada é quando os rato sai do buraco — respondi, puxando minha cadeira e sentando com o peso de quem carregou o morro nas costas a noite inteira. — Deu nada na contenção?
— Tudo na paz. — Carrasco nem levantou o olho do dinheiro, os dedo contando nota de cinquenta com agilidade de caixa de banco. — Só uns nóia rodando ali na escadaria da 12. Já desenrolamos com eles. Dei um salve, eles vazaram. Nóia quando quer moleza, não quer treta.
Concordei com a cabeça, puxando um maço do bolso da calça. Botei um cigarro na boca, acendi, puxei a fumaça fundo. Isso que é paz. Morro tranquilo, dinheiro contado, confiança em dia.
Um cria chegou trazendo café no copo plástico, aquele cheiro forte de café coado na hora, sem açúcar, do jeito que acorda qualquer defunto.
— Toma, paizão. — Ele entregou com respeito, cabeça baixa, olhar de quem sabe o lugar de cada um.
Peguei. Amargo. Do jeito que eu gosto. Bebi um gole, sentindo o líquido quente descendo pela garganta, acordando os bicho.
— Como é que tá a carga que subiu ontem? — perguntei, olhando pro Regente.
— Guardada. Conferida. Lacrada. — Ele respondeu rápido, sem enrolação. — Ninguém mexe sem tua palavra, chefe. Tá tudo no lugar certo, com os homem certo, na hora certa.
Fiquei trocando ideia de rotina. Falando de escala, de ponto, de quem ia subir plantão à noite, de quem tava vacilando no horário, de quem tava precisando de um salve pra acordar pra vida. Conversa de homem que entende o peso do que carrega. Conversa de quem sabe que um vacilo aqui pode custar sangue lá embaixo.
Isso pra mim é paz.
Paz de verdade. Não essa parada de ficar em casa de boa vendo televisão. Paz de saber que tudo tá no lugar. Que os homem tão alinhado. Que o morro tá seguro. Que minha família tá protegida. Isso sim é paz.
O telefone começou a vibrar no bolso da calça.
Olhei a tela. Coroa. Foto dela no display, aquela foto que ela mesma botou sem me pedir, com ela arrumada na festa de aniversário dela do ano passado.
Desliguei.
Continuei falando com os mano.
— Então fica assim: hoje a noite o Regente sobe na contenção. Carrasco fica na boca. Eu vou…
O telefone vibrou de novo.
Olhei. Coroa de novo.
Carrasco levantou o olho do dinheiro, a mão parou no meio do movimento, os dedo congelado em cima de uma nota de cem.
— Não vai atender não, chefe? — ele perguntou com aquele tom debochado de quem já sabe a resposta.
— Minha mãe. — Respondi simples, sem firula.
Os dois soltaram um riso de canto. Aquele riso de cria que entende. Riso de quem também tem mãe e sabe que mãe é a única patente que não se discute no morro.
— Ihhh… aí é patente alta — Regente falou, jogando o fuzil pras costas e cruzando os braço. — Patente mais alta que general. Dona Helena não é brincadeira não. Ela liga uma vez, tu não atende, ela liga duas, tu já tá suando. Se ela ligar a terceira, meu amigo…
— Cala a boca, Regente. — Falei rindo de canto, mas com respeito. Porque no fundo, ele tava certo. Minha mãe não é brincadeira.
Passei o dedo na tela, devagar, como quem já sabe o que vem. A mensagem subiu na tela, letra grande porque ela bota o celular dela no modo idoso sem saber o que é modo idoso.
"Não esqueceu que nosso compromisso no asfalto hoje, né?"
Balancei a cabeça negando sozinho, um sorriso amarelo escapando sem permissão. É f**a. Essa mulher não esquece nada. Tem memória de elefante com agenda de juiz.
— Qual foi, irmão? — Carrasco perguntou, deixando o dinheiro de lado e se inclinando pra frente. — Coisa séria?
Guardei o celular no bolso da calça, terminei o café de um gole só, amargando a boca.
— Só minha coroa. Vai precisar dar um pulo no asfalto e quer que eu vá com ela.
Os dois se entreolharam com aquela cara de quem já entendeu tudo. Cara de quem sabe que quando Dona Helena chama, não tem jeito. Cara de quem agradece por não ser eles no meu lugar.
— Ih, chefe vai botar terno hoje — Regente riu alto, jogando a cabeça pra trás. — Terno, chefe! Tu vai descer o morro de terno igual playba da zona sul!
— Para de graça, pørra. — Levantei da cadeira, jogando o copo vazio no lixo que tava no canto. — Vou subir. Qualquer coisa me chama no rádio. Qualquer coisa mesmo, hein? Se tiver qualquer movimento estranho, qualquer barulho fora do normal, qualquer coisa que não tá no esquema, me chama. Não inventa de resolver sozinho.
— Tá na mão, chefe. — Regente bateu no peito. — Pode ir tranquilo. O morro fica com nós.
Saí da boca subindo a viela já sentindo o peso do cansaço nas costas. O sol já tava quente. O corpo pedia cama, mas a mente não deixava. É aquele cansaço que eu já me acostumei. Corpo cansado, mente ligada. Cabeça no lugar. Corpo que segue. É o normal de quem comanda.
Subi os degraus de casa com a perna pesada, abri o portão, entrei. Tirei a camisa suada no meio da sala mesmo, jogando no cesto de roupa que fica perto da máquina. Fui pro banho gelado pra acordar de vez. Água gelada descendo pelo corpo, acordando cada músculo, cada osso, cada pensamento.
Quando saí, Dona Helena já tava na sala, arrumada demais pra quem ainda nem almoçou. Salto alto. Bolsa de mão. Cabelo preso. Batom. Brinco. Postura de rainha. Ela não sai de casa desarrumada nem pra levar o lixo fora. Isso eu aprendi com ela. Presença é tudo.
— Filho, você vai comigo — ela falou. Não perguntou. Falou. Não teve ponto de interrogação. Teve ponto final.
Ajeitei o coldre na cintura. Nove milímetros. Carregado. Como sempre. Como sempre vai ser. Enquanto eu respirar, a pistola vai estar comigo. Isso não é opção. É necessidade.
— Pra onde, mãe? — perguntei já sabendo que não ia gostar da resposta.
— Um desfile. — Ela respondeu seca, direta, sem firula.
Soltei o ar pelo nariz, fechando o coldre com um estalo seco.
— Mãe, pelo amor…
— Não começa, Otávio. — Ela nem levantou o tom. Não precisava. Quando Dona Helena fala baixo assim, é porque já decidiu. — Eu prometi pra minha amiga que ia. A filha dela vai desfilar. Menina plus size. Tá fazendo sucesso. E eu não vou sozinha.
Ela sabe que eu odeio sair. Sabe que eu prefiro mil vezes ficar no morro resolvendo as parada do que ficar vestido de pinguim num lugar cheio de gente falsa que me olha por cima do ombro. Sabe que eu não tenho paciência pra asfalto. Sabe que pra mim, o mundo é o morro e o resto é resto.
Eu podia mandar dez seguranças com ela. Vinte, se quisesse. Homem armado que iria sem nem piscar, que daria a vida por ela sem pensar duas vezes.
Mas ela não queria segurança.
Ela queria o filho.
Passei a mão na nuca. Gesto antigo. Desde moleque. Toda vez que alguma coisa me desarma, a mão vai pra nuca. Minha mãe conhece esse gesto melhor do que qualquer pessoa no mundo. Ela sabe o que significa. Ela sabe que quando a mão vai na nuca, é porque o filho dela tá cedendo.
No morro, todo mundo me obedece.
Dentro de casa, eu ainda sou o filho da Dona Helena.
— Que horas? — perguntei derrotado.
Ela nem respondeu. Só pegou a bolsa no sofá, ajeitou o cabelo no espelho do corredor, passou o batom pela última vez.
— Agora, estarei no carro te esperando. — Ela falou passando por mim, batendo no meu ombro com carinho, com aquele jeito dela de dizer "eu te amo" sem nunca dizer "eu te amo".
Subi e terminei de me arrumar e sai já entrando no carro. Ela me olhou de lado e eu balancei a cabeça. O caminho até a Zona Sul foi silencioso.
Não do silêncio de quem não tem o que dizer. Do silêncio de quem já disse tudo que precisava em 35 anos de convivência. Eu olhando a rua pela janela do carro, vendo o asfalto passar, os prédio, os carro, a vida que não é a minha. Ela animada no celular, como se tivesse indo pra uma festa, como se não tivesse arrastado o filho contra a vontade.
— Você precisa sair do morro às vezes, meu filho. — Ela falou sem tirar os olhos da tela, os dedo rolando a tela do celular. — Você fica muito tempo enfiado lá em cima. Tá virando pedra igual ao pai.
— Eu saio. — Respondi curto, sem paciência.
— Não. — Ela levantou o olhar do celular e me encarou. Aquele olhar que atravessa qualquer mentira. — Você resolve coisa fora. Você não vive fora.
Fiquei quieto.
Porque ela tava certa.
Eu nunca fiz questão de viver nada além do necessário. Relacionamento? Nunca quis. Romance? Nunca acreditei. Amor?
Amor é coisa que enfraquece homem.
Quem sente demais, perde demais.
E eu nunca gostei de perder.
Vulcano? Esse é o meu vulgo.
Ninguém me chama pelo nome que tá na certidão. Vulcano foi o nome que a rua me deu. E a rua nunca erra.
Nasci e cresci no Morro do Rocinha. Filho único. Herdeiro. Cria de uma casa onde amor não era discurso bonito — era prática diária. Respeito às mulheres, lealdade à família, responsabilidade pelos seus. Foi isso que aprendi antes mesmo de aprender a atirar. 2 metros de altura.
O morro ensina outras coisas também.
Ensina a endurecer a fala. Fechar a expressão. Decidir antes de perguntar. Ser rude pra sobreviver. Porque fora da sua casa, ninguém vai te tratar com o cuidado que sua mãe te tratou. E se você não aprender a ser pedra por fora, o mundo te engole.
Eu virei isso.
Homem grande. Tatuado. Poucas palavras. Presença que impõe silêncio antes mesmo de eu abrir a boca. Eu não grito. Não ameaço. Não discuto.
— Chegamos. — Ela falou tirando o cinto, o lugar era chique demais pra uma terça-feira.
Luz branca. Ar condicionado gelado. Cheiro de perfume caro misturado com cheiro de dinheiro. Gente arrumada demais tentando parecer importante. Gente que me olhava e desviava o olhar na mesma fração de segundo. Gente que sabia quem eu era mas fingia que não sabia.
Desci do carro já incomodado, a mão indo no coldre por instinto, só pra confirmar que tava ali. Terno alinhado. Postura reta. Olhar fechado. Barba feita. Cabelo cortado na régua. Eu chamava atenção sem querer chamar. Sempre foi assim. Tem homem que precisa gritar pra ser visto. Eu só preciso existir no mesmo ambiente.
Entramos. Cumprimento aqui. Aperto de mão ali. "Boa noite, Dona Helena. Prazer em ver você." "Esse é seu filho? Que homem grande." Eu só acenava com a cabeça. Não sou de papo. Não sou de sorriso falso. Não sou de fazer média.
Sentamos na primeira fila.
— É a terceira entrada — minha mãe falou animada, já com o olhar grudado na passarela, os olhos brilhando de expectativa. — A filha da Gisele é linda. Você vai ver.
Assenti sem interesse. Já tava arrependido de ter vindo.
As luzes baixaram. A música começou. Grave pesado. Luz colorida varrendo o público. Aquele clima de moda que eu nunca entendi e nunca vou entender.
A primeira modelo entrou. Magra. Ossuda. Jeito de quem nunca comeu uma feijoada de verdade na vida. Eu não olhei. Peguei o celular. Respondi mensagem do rádio. "Tudo azul na contenção. Plantão tranquilo."
A segunda entrou. Continuei sem olhar. Já tava resolvendo escala pro dia seguinte.
— Presta atenção, Vulcano — minha mãe cutucou meu braço com o cotovelo. — Esse menino é igual ao pai. Teimoso, fechado, acha que o mundo cabe dentro do morro.
— Caralhø, mãe… — Soltei revirando os olhos. — Eu não curto essas p***a. Isso não é lugar de homem igual eu.
Foi quando a terceira entrada aconteceu.
E eu levantei a cabeça sem perceber.
— É ela. — Minha mãe falou baixo, com um orgulho que não era dela. Era emprestado. Da amiga dela, a Gisele.
E ela entrou.
Vestido preto. Longo. Corte na perna esquerda até a metade da coxa. Salto alto de tirar o fôlego. Cabelo solto descendo pelas costas igual cascata. Postura de mulher que sabe exatamente o espaço que ocupa.
Mais de 90 kg de mulher muito bem distribuído. Mas não foi o corpo.
Foi a presença.
Ela andava devagar. Segura. Elegante. Como se a passarela fosse dela e ninguém tivesse avisado. Como se ela tivesse nascido ali. Como se o mundo inteiro fosse obrigado a parar e olhar.
Meu corpo inclinou pra frente sem eu perceber. Meus dedo apertaram o braço da cadeira. Meu queixo subiu um pouco.
Fiquei olhando.
Sem celular. Sem rádio. Sem nada.
Só ela.
Ela parou na ponta da passarela. Virou devagar, o vestido rodando, o cabelo balançando.
E os olhos dela cruzaram com os meus.
Rápido.
Mas cruzaram.
Passei a mão na nuca.
Olhei pro lado, quebrando o transe.
— Cadê a Dona Helena? — perguntei pro segurança que tava a dois passos, ainda com o olhar preso na passarela.
— Foi pros camarins falar com as amigas, chefe — ele respondeu rápido.
Balancei a cabeça. Claro. Ela me arrasta pra esse lugar, me faz ficar olhando passarela, me obriga a usar terno numa terça-feira, e depois some.
Me levantei devagar.
Andei sem pressa pelo corredor lateral. Longe o bastante pra não parecer que tava invadindo. Perto o bastante pra ver quem entrava e saía.
Encostei na parede perto da porta dos camarins. Braço cruzado. Olhar fixo na porta de madeira branca.
Esperando.
O que eu tô fazendo aqui? Não sei responder. Só sei que precisava ver ela de novo.
A porta abriu.
Minha mãe saiu primeiro, sorrindo largo, aquele sorriso de missão cumprida.
E atrás dela…
Ela.
Perto agora. Sem luz de palco. Sem música. Sem passarela.
— Jane, meu amor, esse aqui é o meu filho. — minha mãe falou com aquele tom de apresentação que eu conhecia bem, aquele tom de quem já tá armando alguma coisa. — Meu amor, essa aqui é a Jane.
Ela olhou pra minha mãe primeiro. Sorriu educada. Depois olhou pra mim.
O rosto dela mudou quando me viu. Nada muito óbvio. Nada dramático. Mas eu vi.
— Prazer — ela falou baixo, a voz saindo controlada, medida.
Virei o corpo na direção dela. O bastante pra ela sentir minha altura. Minha presença. O bastante pra ela saber que eu não era um daqueles homens que se encolhem pra agradar.
Olhei nos olhos dela.
— Satisfação, Vulcano.
Ela franziu a testa. O olhar dela tentou entender. Tentou medir. Tentou decifrar.
Me encarou.
Eu não recuei.
Nunca recuo.
O silêncio ficou pesado entre a gente. Minha mãe ficou ali do lado, olhando de um pro outro, aquele sorriso safado de quem sabe o que tá acontecendo.
Ela esperou que eu falasse mais alguma coisa. Que eu explicasse. Que eu fizesse uma graça. Que eu desse um sorriso pra quebrar o gelo.
Não falei.
O rosto dela suavizou primeiro. Depois os ombros dela baixaram um pouco, como se a armadura tivesse afrouxado um centímetro. E por fim…
Ela desviou o olhar.
— Só um minuto, vou pegar minhas coisas. — Ela disse, se virou e seguiu pra outra sala.
Minha coroa foi atrás.
Eu fiquei parado. Braço cruzado. Olhar preso na porta onde ela desapareceu.
Sem entender o que tava acontecendo comigo.
Sem saber por que meu pé não queria sair daquele corredor.
Tentando entender o que tem por trás do olhar daquela mulher de vestido preto…
Continua...
🔥 RECADINHO DA AUTORA 🔥
O Dono do Morro e a Modelo Plus Size — Um Amor Sem Medidas
Se você ama histórias intensas, encontros improváveis e personagens que fogem completamente do padrão… esse livro é pra você.
Aqui você vai conhecer Vulcano, o Dono do Morro.
Um homem criado no amor dentro de casa, mas moldado pela dureza da rua. Frio, firme, poucas palavras, decisões rápidas. Um homem que nunca acreditou que o amor pudesse atravessar as muralhas que ele construiu ao redor de si.
E vai conhecer Jane.
Modelo plus size. Linda. Forte. Fora dos padrões. Uma mulher que já foi casada, que já acreditou que tinha vivido um grande amor… e que hoje não quer mais se permitir sentir nada por ninguém. O passado dela ensinou que se envolver dói demais.
Dois mundos completamente diferentes.
O morro e a passarela.
O poder e a insegurança.
A dureza e a sensibilidade.
Um encontro inesperado que começa a mexer com coisas que nenhum dos dois estava disposto a sentir.
Mas já aviso logo:
Não espere romance leve.
Aqui tem intensidade.
Tem conflito emocional.
Tem resistência.
Tem desejo.
Tem um amor que nasce onde ninguém planejou.
Essa é uma história sobre se enxergar através do olhar do outro.
Sobre quebrar padrões.
Sobre sentir sem medida.
Te espero nas próximas páginas.
Com carinho (e fogo no parquinho),
JM MARTINS
🚨 AVISO LEGAL — DIREITOS AUTORAIS 🚨
Esta obra é fruto da imaginação da autora. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, lugares ou situações reais é mera coincidência.
🚫 Proibido para menores de 18 anos.
Contém cenas de violência, linguagem imprópria e situações destinadas ao público adulto.
ESTA OBRA É REGISTRADA.
Todos os direitos estão reservados. A reprodução, distribuição ou compartilhamento, total ou parcial, em formato digital (PDF, ePub ou qualquer outro formato), sem autorização expressa da autora, é proibida por lei.
A violação desses direitos constitui crime, conforme a Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Respeite o trabalho de quem cria com dedicação, imaginação e muitas horas de escrita.
📲 Quer acompanhar novidades, bastidores e lançamentos?
Siga nas redes sociais: @aut_jm_martins_
📢 BORA DE LANÇAMENTO! 🚀
Já adicionou o livro na biblioteca? 👀
O capítulo degustação já está disponível pra te deixar no clima.
📚 Adiciona na biblioteca agora porque vocês vão querer acompanhar cada capítulo.
🗓 Pré-lançamento: 10/04
🚀 Lançamento oficial: 15/04
Vem viver essa história comigo. Porque ela promete pegar fogo desde o primeiro capítulo.