CAPÍTULO 19 - CARÊNCIA EMOCIONAL

1462 Words

Naya Eu passei o dia inteiro repetindo o mesmo pensamento: — “Hoje eu vou vê-lo. De verdade.“ Depois de Afonso surgir no hall da mansão, de olhar nos meus olhos, de chamar aquilo de “loucuras do pai”, uma parte de mim decidiu que a fase da escuridão ia acabar. Eu já sabia que ele era alto, bonito, atraente. Já tinha visto o rosto, o jeito de sorrir torto, a forma como ocupava o espaço com uma mistura de descaso e charme. Na minha cabeça, fazia sentido, se ele já se apresentou à luz do dia, qual é o motivo pra continuar me mantendo no escuro à noite? Enquanto ajudo a ajeitar os travesseiros da minha mãe, enquanto acompanho a troca de soro, enquanto tomo café com Enrico fingindo que está tudo normal, essa expectativa cresce. À noite, a venda que sempre repousa ao lado do trav

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