Hugo tamborilava os dedos no volante, pensativo, e por vezes, olhava para Rosa pelo canto dos olhos. Ela estava sentada no banco do carona, mas mantinha o rosto voltado para a janela do carro, em silêncio. Em nenhum momento ela se dirigiu a ele ou sequer olhou na sua direção. Hugo parou diante de um sinal vermelho, olhou mais uma vez para rosa e pigarreou. — Estamos a mais de meia hora nesse carro e você não disse uma palavra. O que houve? Um gato comeu a sua língua? O sinal abriu, ele arrancou com o carro e olhou para ela novamente, a tempo de vê-la simplesmente dar de ombros. — Você foi bem esperta ao se esconder debaixo do banco... A menina soltou o ar dos pulmões ruidosamente, em seguida fez um muxoxo e cruzou os braços sobre o peito, escancarando assim o aborrecimento. — O que

