Episódio 25

1542 Words
POV DE EDUARD. Ela a inseminou, a mulher desprezível inseminou a própria filha. Que miserável era Barbara, fazendo uma coisa dessas sem o consentimento da pessoa; ela era definitivamente louca. Agora eu entendi tudo. É por isso que ela mudou de ideia tão rápido quando sugeri que trouxesse a filha para cá. No começo, ela recusou, porque, segundo ela, o pai de Bri jamais permitiria e, além disso, a menina não ia querer vê-la depois de tantos anos de abandono. Essas eram desculpas que ela dava para evitar a presença de Bri; parecia que a presença da menina a incomodava. E então, um dia, do nada, ela me disse que a filha ia se mudar para cá. Ela parecia feliz, animada por Bri ter concordado em se mudar. Insistiu que nossas vidas mudariam com a chegada de Bri. Eu tinha certeza disso, que haveria uma mudança completa, mas a mulher degenerada estava se referindo a isso, à inseminação. Mas o que ela não sabe é que eu tenho dormido com a filha dela desde a segunda semana depois que ela chegou. E existe a possibilidade de que o filho que Bri está esperando seja fruto de nós dois. Embora, lembrando do procedimento de inseminação que o médico nos explicou antes, eles precisam remover todos os óvulos da incubadora, deixando apenas um livre para introduzir o da mãe. E para isso, o médico deve ter realizado uma série de exames para garantir que Bri não estivesse grávida. Quando a inseminaram, devem ter feito isso sabendo que Bri não estava grávida, o que me leva a pensar que aquela mulher sentada no chão, limpando o sangue do rosto, não está mentindo. Ou talvez ela queira me enganar dizendo que fertilizou o próprio óvulo e, na verdade, usou apenas meu esperma, ou ela está simplesmente dizendo que é nosso porque pensa que Bri está grávida de outro, já que não sabe que sou eu quem está trans*ando com ela com força e sem restrições. Seja lá o que ela tenha feito, eu preciso descobrir, mas agora preciso levá-la ao médico, porque se essa mulher morrer, serei visto pelo país como um assassino. Ligo para a ambulância e, enquanto ela chega, olho para Barbara com desprezo. — Não me olhe assim, Eduard. Ser pais é o que sempre quisemos. — Eu nunca quis ter um filho com você, Barbara. — Então por que você concordou em me dar seu esperma? — Eu concordei? — Tanto faz, você concordou em participar do procedimento. — Só para impedir que acontecesse. — Então você a jogou da arquibancada para que ela perdesse nosso bebê? — Ela caiu sozinha. — Você é um monstro. — Olha só quem fala de monstros, a mesma mulher sem vergonha que inseminou a própria filha sem o consentimento dela. A louca que nunca se importou com a filha. Sério, eu não entendo por que di*abos você quer ser mãe se é um desastre com a filha que tem. — Eu quero um filho, e Bri terá o filho que eu tanto desejei. — Um filho. Então foi você quem fez os abortos em si mesma, e disse que era o pai da Bri. Quantos filhos você teve, Barbara? Acho que foram suficientes para te deixar sem chance de ter outro. E isso me deixa feliz. — Por que eu teria mais meninas se eu nunca pudesse amá-las? Eu preferia acabar com elas antes de nascerem, pedaço por pedaço. Senti nojo daquela mulher. Levantei-me e fui abrir a porta para que os paramédicos pudessem entrar e levá-la ao hospital para levar pontos no corte que ela sofreu no momento em que a joguei contra a mesa. Eles queriam fazer isso lá, mas eu pedi que a levassem.Pelo menos eu queria que ela ficasse longe de mim por algumas horas. Fiquei sozinho, observando toda a bagunça que ela fez. Eu sabia que Barbara não deixaria para lá, que tentaria abrir aquela porta de novo e descobrir o que havia lá dentro. Tive que tirar os quadros daquele lugar, colocá-los em outro lugar e, assim, proteger minhas valiosas pinturas, porque, naquele estado de loucura, ela destruiria tudo. Bri entra, e não me importo que ela veja sua pintura; o que ela não pode ver são as pinturas das outras mulheres. Quero evitar o assunto da mãe dela, do que aconteceu com ela, porque se eu contar, terei que explicar por que a agredi daquele jeito, e não estou com vontade de explicar. Agora, preciso tirar as pinturas e levá-las para um lugar seguro. Foi por isso que sugeri o aborto, e porque não tenho certeza se aquela criança poderia ser concebida a partir de nossos encontros clandestinos. Ela sai furiosa. Quero segui-la, mas a deixo ir. Explicarei as coisas a ela mais tarde. Agora, minha única preocupação é tirar as pinturas antes que Barbara volte. Estou organizando-as para que os funcionários possam começar a levá-las para o carro quando o motorista vem me dizer que Bri furou os pneus e fugiu com uma bolsa em um táxi. Começo a ligar para ela, mas o celular está desligado. Deixo isso para depois e me concentro nas pinturas. — Vamos para a suíte que comprei. — Vou manter tudo lá até encontrar um lugar seguro. Depois que chegamos lá, recebo uma ligação do exterior. A informação que me dão é algo que não posso ignorar, então procurar por Bri terá que esperar. Aquela garota boba, não pense nem por um segundo que ela vai escapar de mim. Onde quer que ela esteja escondida, eu a encontrarei. Quando chego em casa, encontro Barbara lá. Ela me conta quantos pontos levou e diz que preciso cuidar dela até que se recupere. — Você vai ter que se cuidar, porque vou viajar, e assim não precisarei sair do país, então não poderei cuidar de você. O que você pensa que eu sou? Uma enfermeira? — E para onde você vai? Pretende ir com aquela vadi*a? — Sim, vou com ela. Ela me vira pelo ombro. — Não me desafie, Eduard. — Você é quem não vai me desafiar. Aperto seu rosto magro e a jogo na cama. — Só porque decidi ficar ao seu lado não significa que tudo voltará a ser como era antes, não se engane. Pego minha mala e saio, deixando aquela louca chateada de novo. Não me preocupo mais se ela for ao ateliê, porque quando entrar, só encontrará retratos de pintores muito famosos e alguma paisagem que pintei quando era criança. A caminho do aeroporto, ligo para Bri, mas ela não atende. Deixo algumas mensagens, na esperança de que ela as veja quando acordar ou ligar o celular. ... Chego ao meu destino, cumprimento o meu amigo e nos sentamos à pequena mesa cercada por grandes poltronas circulares de couro preto. — Olha só isso. Ali está minha querida mãe, histérica com todas as pessoas de sua confiança. Nesse vídeo está uma das minhas submissas, uma das mais leais. Elas são treinadas para isso, para se infiltrar nos negócios da minha mãe e me ajudar a destruí-los por dentro. Eu as treinei muito bem e estão prontas para fazer tudo o que eu mandar. Elas são tão devotadas a mim que não hesitaram em entrar nesse negócio perigoso para me ajudar a destruir minha mãe, aquela vad*ia. — Quem aqui está me traindo? Ela atua muito bem. Eu a ensinei a se manter firme quando questionada, para que não duvidem dela. Mas desta vez ela não teve tanta sorte, porque a louca degenerada assassinou todos, inclusive ela. — Eduard, você só tem mais uma. E se ela falar, e se ela morrer, ficaremos sem ninguém naquele lugar. Acho que você deveria trazer a outra, qual é o nome dela mesmo, Brigitte Mitchell? — Ela ainda não está pronta... — Demorou tanto assim? Já se passaram dois meses, acho que ela já deveria estar mais do que pronta... — Eu disse que ela não está pronta. Levanto-me, soltando um suspiro, com o olhar fixo na cidade. — Ela não está pronta, ou você não quer que ela faça parte disso? — Temos que nos movimentar mais, atacar com mais força, atacar os maiores... Digo enquanto me viro, mas ele me questiona. — Eduard... Por que você está mudando de assunto? — Porque ela não tem o perfil para isso. — Eu não acredito que estou ouvindo isso. O que ela tem que os outros não têm?" — Apenas agradeça por ela não fazer parte desta operação. — Você se apaixonou... sim, você realmente se apaixonou. Ele se inclina para mais perto para me lembrar. — Se ela descobrir que você está por trás de todos os roubos, ela não hesitará em tirar de você o que você ama. — Quando ela descobrir que sou eu, ela estará com uma arma apontada para a cabeça. Ela nem terá tempo nem de me xin*gar. ‍​‌‌​​‌​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​‌‌​​‌​​‌​​​‌​​​‌​​‌​‌​‌‌‍
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