O dia amanheceu cinzento, com nuvens pesadas que pareciam refletir o que estava prestes a acontecer. A mansão, que até pouco tempo atrás parecia um refúgio, agora tinha as paredes que pareciam se fechar, como se o próprio ar estivesse carregado de tensão e medo. Eu tentava manter a calma, fingindo para mim mesma que tudo aquilo ainda podia ser controlado. Mas a verdade era outra — a minha vida, assim como a de Thiago, estava se desmoronando a cada segundo. A cidade inteira já começava a murmurar. O sussurro constante nas ruas, nos cafés, nas portas entreabertas das lojas, tudo chegava até mim como um ataque invisível. Camila, com sua língua venenosa e sorriso amargo, não perdia uma oportunidade para alimentar o fogo. Ela espalhava boatos com a precisão c***l de quem sabe exatamente onde a

